Em noite espetacular, Palmeiras empata jogo quase perdido no Allianz Parque

Quando vi o time escalado, pensei que tudo que o Cuca havia blefado nos treinos abertos durante a semana. Thiago Santos não estava bem, mas foi pro jogo. Fabiano e Zé Roberto apareceram nas laterais quando todos esperavam por Jean e Egídio. Agora sabemos que o Jean infelizmente não volta tão cedo.

Nos seis primeiros minutos, tudo deu certo. Aquela pressão inicial parecia que ia dar resultado e Alejandro Guerra quase fez o seu logo de cara. Até que o sistema defensivo falhou em três ocasiões e o Cruzeiro, quase conseguiu matar o jogo em três contra-ataques que você só vê em vídeo game, em modo fácil, com trocas de passes nas costas dos zagueiros e laterais.

Com isso, o Cuca teve que queimar uma substituição para corrigir os erros. Fabiano saiu vaiado, embora não tenha sido o único culpado pelo desastre. Egídio entrou na lateral-esquerda, Zé Roberto (que definitivamente não tem mais pique pra ser lateral) foi pro meio, e o Tchê Tchê foi pra ala direita.

Com o sistema defensivo mais forte, Cuca também mexeu no ataque. No intervalo, Guerra pediu pra sair e Miguel Borja entrou no seu lugar. Com a sombra de Diego Souza já incomodando, o colombiano entrou muito bem na partida e foi um dos responsáveis pela incrível reação alviverde.

Ela veio no começo do segundo tempo também pela força e garra do Dudu, o pequeno gigante. Ele já havia saído muito bravo no intervalo, mas voltou atuando no comando do ataque enquanto o Borja caía pelo lado direito fazendo o pivô, jogando pro time e participando efetivamente da partida. É isso que todos esperam dele!

É uma pena que, depois dos três gols marcados, o time tenha diminuído demais a intensidade. Se mantivesse aquela postura até o final, tenho certeza que o Palmeiras teria conseguido virar o placar e a nossa vida ficaria muito mais fácil no jogo de volta. Com esse 3 a 3, vamos precisar vencer lá no Mineirão. Outro 3 a 3, um 4 a 4, ou 5 a 5, é algo muito improvável.

Ahhhh, mas se entra aquela bicicleta do Willian Bigode, hein? O que ia restar do Cruzeiro? Não sei mesmo.

Não dá pra deixar de falar também sobre a força da torcida palmeirense no Allianz Parque. Quando o time deu sinais de reação, a torcida acreditou e ajudou a transformar o nosso estádio num verdadeiro caldeirão. Que coisa linda!

Neste sábado, vamos enfrentar o Grêmio, mais uma vez no Pacaembu. Se o Renato Gaúcho vai trazer um time reserva ou não, precisamos conquistar uma vitória para ficar mais próximos dos líderes do Brasileirão. Dia 12 de julho está chegando!

Abraço a todos!