Em Curitiba, vitória praticamente garantida virou fumaça

Estádio vazio. Torcida palmeirense em peso. E muita velocidade no ataque. Começou assim a partida desta quinta-feira e, logo de cara, Roger Guedes marcou um golaço. Ele ainda é jovem e oscila muito, faz uma boa partida hoje e outra ruim, mas é um ótimo jogador.

Sem poder contar com Dudu, Cuca apostou em Rafael Marques e Moisés para a armação das jogadas e não deu muito certo. O Palmeiras tinha o controle total da partida, mais posse de bola, mas ela não chegava aos dois atacantes que desciam com velocidade pelas laterais.

Rafael Marques mais uma vez mostrou que é bom jogador pra entrar no segundo tempo, principalmente em jogos decisivos. Fora isso, ele tem uma capacidade impressionante de sumir em campo.

O time só funcionava na base dos longos lançamentos feitos da intermediária. Gabriel Jesus mostrou nervosismo na hora de finalizar e perdeu chances incríveis. O Coritiba não conseguia fazer muita coisa em campo, mas chegou ao empate numa bola parada. Mais uma vez, o posicionamento do nosso sistema defensivo foi risível.

Nos cinco minutos finais da primeira etapa, o Coritiba teve duas boas chances para virar a partida, mas a estrela (e a competência) de Fernando Prass brilhou novamente. Ele fez duas grandes defesas e impediu que o Juninho fizesse o segundo gol do time de casa.

Para a segunda etapa, o técnico Cuca resolveu reforçar o meio-campo e tirou Thiago Santos, que fatalmente levaria o segundo amarelo e colocou Cleiton Xavier em seu lugar. Logo de cara, Gabriel Jesus quase fez o seu, mas acabou tirando demais do goleiro e a bola foi pra fora.

Não bastava tirar apenas o Thiago Santos, Cuca sacou RM e colocou o pé quente Cristaldo. Após a sensacional cobrança de um lateral pelo Moisés, que parece mais um lançamento na área, o argentino rebateu uma cabeçada de Vitor Hugo e fez 2 a 1 pro Verdão.

CURITIBA, PR - 15.06.2016: CORITBA X PALMEIRAS - O jogador Cristaldo, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Coritiba FC, durante partida válida pela oitava rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Couto Pereira. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Foto: Cesar Greco / Fotoarena

É bom ter um jogador como o Cristaldo no elenco. O argentino está longe de ser craque, mas sempre marca gols e tem um ótimo astral. #ajudanoiz

Com a entrada de Leandro (que ainda tem contrato com o Palmeiras), um dos jogadores mais sem alma que eu já conheci na minha vida, o Coritiba ficou com quatro atacantes em campo, mas a bola dificilmente chegava até eles.

Roger Guedes fez uma grande partida, correu mais que um maratonista e acabou saindo para a entrada de Edu Dracena. Quando a partida encaminhava para o seu final, com mais uma vitória do Palmeiras na competição, alguns torcedores palmeirenses acenderam sinalizadores na arquibancada.

Não vejo nenhum em usar esse tipo de sinalizador no estádio, mas a regra manda o árbitro parar a partida até que os sinalizadores sejam apagados e a fumaça seja dissipada. Com isso, o jogo ganhou alguns minutos a mais.

Além dos tradicionais dois minutos de acréscimo, a partida se arrastou até os 51 minutos. Foi o suficiente para o tal Leandro receber uma bola açucarada na entrada da área e fazer um gol daqueles que um jogador medíocre como ele raramente faz. 2×2.

Dá pra culpar o time que voltou demais? Dá pra culpar os torcedores que sabem que é proibido usar sinalizadores durante a partida, mas insistem nisso? Não sei, mas a verdade é que uma vitória praticamente certa virou fumaça.

 

Ah, sim. No momento do lançamento, dois jogadores do Coritiba estavam em condição de impedimento. Em 8 rodadas, fomos prejudicados em 7, com 4 pontos perdidos, mas prefiro acreditar que desta vez o lance foi muito rápido e o árbitro não acompanhou.
Agora, contra o Santa Cruz, em casa, não podemos insistir nos mesmos erros novamente.