Edmundo vai embora, fica a gratidão!

Eu já sabia que ele iria sair, mas não queria acreditar. Ele não era mais o mesmo dentro de campo, mas ainda assim eu acreditava. Sempre apostava que no próximo jogo ele iria arrebentar, mas ele já não era mais o mesmo.

Mesmo assim, ele continuava ser o meu ídolo de infância, aquele “bad boy” cheio de defeitos e qualidades dentro de campo que me faziam vestir aquela camisa 7 o tempo todo. 

Em sua segunda passagem pelo Palmeiras, o Animal emocionou os “Edmundistas”, mas não foi a unanimidade que precisava ser. Lutou muito, trabalhou bastante, mas teve poucos momentos de alegria. Sua estréia foi uma festa (até na Matarazzo dava pra ouvir o “Au, au, au…”), fez outra em cima do rival da marginal, e em muitos jogos foi muito mal. 

Machucou-se, fez um esforço sem igual para voltar e tentar ajudar o time a garantir a vaga para a Libertadores. Não deu certo. Sei que o “futebol é dinâmico”, também sei da necessidade de resultados, mas não podemos nos esquecer dos ídolos, coisa tão rara hoje em dia. Alguma homenagem oficial? Não sei se o calendário aloprado permitirá, por isso vou tentar agradecer nesses parágrafos mal redigidos. 

Obrigado, Edmundo! Por tudo de bom, ruim, pelos cinco minutim daquela entrevista que me fez tremer como no início dos anos 90, quando ganhei aquela camisa 7. Pra mim, mesmo daqui a 90 anos, ela sempre será sua.

Abraço a todos!

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Ah, e ouçam abaixo o Torpedo Verde, o boletim diário de Mondo Palmeiras. Hoje, o Raul Bianchi fala sobre a última semana do Palmeiras, os novos reforços, a imperatriz do Jardim Leonor, e muito mais!