É tempo de mudança e união pelo Palmeiras. Ainda dá tempo…

Falta pouco. Na próxima semana (ufa!) termina o mandato de Arnaldo Tirone que, ao lado de Mustafá Contursi, briga pelo posto de pior presidente da história da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Não vou perder tempo aqui falando sobre os erros cometidos por ele e seus companheiros Roberto Frizzo e Piraci Oliveira, que já garantiram os seus lugares na lata do lixo da história do futebol brasileiro. Pra frente é que se anda.

Analisando os planos de gestão dos dois candidatos: Décio Perin e Paulo Nobre (clique nos nomes para ouvir as entrevistas que fizemos com eles) vemos que ambos buscam a profissionalização dos departamentos de marketing, financeiro e futebol, além da separação definitiva entre o clube social e o futebol.

Outro ponto abordado por ambos é a democratização do clube, através do voto do sócio-torcedor. Isso é imprescindível para mudar o cenário político do clube e trazer a torcida, que é quem de fato paga as contas, para dentro desse processo.

No dia 19 de janeiro, os sócios devem aprovar, através da Assembleia Geral, as eleições diretas para a escolha do presidente. Já na próxima eleição, em 2014, eles devem votar pra presidente. É uma meia-vitória, um avanço considerável, mas não pode parar por aí.

Seja quem for o vencedor, ele não terá vida fácil principalmente no primeiro ano de mandato.

Além do desafio de montar uma equipe competitiva no decorrer da temporada, o novo presidente ainda terá que comandar uma reforma estrutural em vários departamentos para colocar o clube em pé de igualdade com os principais rivais. Isso é impossível de ser feito sem o apoio de todos.

“Ah, mas não gosto de várias pessoas que apoiam o candidato X  ou Y.”, é o que mais ouço por aí. Infelizmente, o sistema político atual exige que o candidato tenha o apoio de velhos caciques do clube para ter chances no pleito.

Hoje, um candidato 100% independente é um candidato 100% derrotado.

O voto de 200 ou 300 mil sócios-torcedores espalhados por todo o País pode (e deve) mudar esse cenário, mas isso não é possível sem que o estatuto seja alterado.

Conheço pessoas ótimas no grupo do Paulo Nobre e também no grupo do Décio Perin. Unidos, esses sócios poderiam contribuir muito para a reestruturação do clube.

Enfim, acredito que o Palmeiras deve, com muitas dificuldades, sair da situação em que se encontra.

Mas, para isso, torcedores, sócios e conselheiros devem remar para o mesmo lado e apoiar incondicionalmente o vencedor das eleições no início do seu mandato seja ele quem for.

Antes de gostar desse ou daquele candidato, o nosso amor é pela Sociedade Esportiva Palmeiras, o maior campeão do futebol brasileiro. É  esse amor que nos une e que deve estar sempre acima de tudo e de todos.

Precisamos acabar logo com essa “cultura do ódio” (odeio fulano, odeio sicrano) antes que ela acabe com o Palmeiras. Ainda há tempo.

Abraço a todos!