E o raio da poeira não baixa nunca! O que fazer?

Por Fabian Chacur

Dia 19 de junho de 2011. Após vencer por 5 a 0 o Avaí, um de nossos melhores momentos futebolísticos do ano, o Palmeiras e sua imensa torcida não tiveram tempo de desfrutar esse resultado excelente.

Segundos após o apito final da partida contra a equipe catarinense, o jogador de futebol Kleber fez questão de abrir a boca, na hora errada e para as pessoas erradas, com o objetivo de criticar os dirigentes do clube, ignorando por completo o bom resultado e mesmo os gols feitos por ele há pouco no gramado do estádio do Canindé.

Tinha início ali uma espécie de crise sem fim no Verdão. A poeira subiu, e quase quatro meses depois, continua no ar, dificultando ou mesmo impedindo a visualização de qualquer tipo de solução, seja positiva, seja negativa.

O inferno na terra para quem ama o Alviverde Imponente, a felicidade eterna para quem o odeia.

O duro é tentar analisar com frieza a situação em seu todo e perceber que no fim das contas, todos estão errados.

O sr. Kleber pelo fato de tentar manipular uma crise gerada por ele em seu favor. Ou alguém não sente forte cheiro de oportunismo do atacante que não faz gol há meses ao apoiar João Vitor?

Kleber, aparentemente, só apóia uma pessoa: ele mesmo, provavelmente devido à má orientação que recebe por parte de quem toma conta de seus negócios. Vide a forma como ele saiu pela primeira vez do Palmeiras, ou posteriormente do Cruzeiro. Há um padrão ali, que se repete mais uma vez, para nossa tristeza.

Enquanto isso, o treinador Luiz Felipe Scolari, que volta e meia impõe lei de silêncio aos jogadores, fala mais do que a boca e gera nova crise a cada nova frase destemperada que entoa.

Isso, além de, após quase um ano e meio depois de seu retorno ao clube, não ter um único desempenho decente em campeonatos para nos apresentar. E a relação custo/ benefício de sua presença se torna cada vez mais absurda.

Tremo só de imaginar o que se passa pela mente dos jogadores mais centrados e ponderados do nosso atual elenco (eles certamente existem, e colocaria Henrique entre eles) ao ver essa baderna toda.

Para ajudar, pessoas como o sr. Alex 10 postam em redes sociais comentários negativos sobre o clube onde jogaram, vomitando no prato onde antes comeram. E há quem defenda a sua volta. Deixe o passado permanecer no passado, minha gente!

“E o que você propõe, espertinho, para solucionar essa situação”, devem estar pensando alguns dos leitores desse texto?

Eu proponho o que parece impossível nos domínios palmeirenses atualmente: lavar a roupa suja em casa. Juntar os interessados em uma mesma mesa, tendo alguém equilibrado para comandar essa hipotética (e necessária) reunião, e tentar achar soluções dignas e boas para todos os envolvidos.

O sr. Kleber quer sair? Que saia, mas sem onerar o clube, e sem se valer da Lei de Gerson, tirando vantagem de tudo e ferrando com quem se matou para pagar seus salários e parte de seus direitos federativos.

O sr. Felipão quer sair? Que saia! Quer ficar? Que fique e não detone jogadores, dirigentes e tudo e todos ao seu redor, como se fossem os únicos culpados, tirando de suas costas a sua parcela, que não é pequena, por sinal.

E os nossos dirigentes, que ponham ordem nessa baderna e levem em conta apenas o que for melhor para o clube.

Diante do atual clima no clube, sabe quando isso irá ocorrer? Não tão cedo, na visão mais otimista.

Então, porque escrever toda essa montoeira de frases? Sei lá, só para desabafar. E que venham as nove últimas partidas do Brasileirão 2011.

E mais um zilhão de boatos. Eu guento!!!