E cá estamos nós, palestrinos, de volta ao Brasileirão…

Tudo bem que com essa bagunça judicial envolvendo o Fluminense, a Lusa e o Icasa, o Brasileirão 2014 já começa errado mesmo antes da bola rolar.

A incompetência da CBF para comandar o futebol brasileiro só não é maior que a dos próprios clubes, que já deveriam ter formado uma liga independente faz muito tempo. Só assim pra coisa andar.

Como o grande Fellipe Málaga já disse no post anterior, o campeonato deste ano está ainda mais nivelado por baixo. Se é que isso é possível.

Hoje, os favoritos para ganhar a competição estão disputando a Libertadores (Atlético-MG, Cruzeiro e Grêmio) e devem priorizar o torneio sul-americano, pelo menos por enquanto.

Bem, esse Brasileirão é longo demais, vinte times é muita coisa. Por conta disso, dizer hoje que um time é favorito é puro achismo.

Quem garante que esses mesmos elencos que entram em campo neste final de semana serão os mesmos que veremos em dezembro? Ninguém.

Para complicar ainda mais os prognósticos dos “especialistas”, teremos uma longa parada para a Copa do Mundo quando os clubes devem se mexer nos bastidores para trazer reforços para o restante da temporada.

Para disputar essas primeiras nove partidas do Brasileirão, o Palmeiras não contratou ninguém. Apenas alguns atletas da base foram promovidos para o time principal: o zagueiro Gabriel Dias, o lateral-direito Léo Cunha e o atacante Chico.

O zagueiro Anderson Salles, que tem contrato com o Ituano até o dia 30, pode chegar em breve. Fora isso, ficamos expectativa para o fim da novela Alan Kardec. Com um final feliz, é claro.

No treinamento desta sexta-feira, o Gilson Kleina não fez nada diferente e o time titular foi escalado com: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César, Valdivia e Marquinhos Gabriel; Alan Kardec.

É um time ruim? Não, mas não dá pra ser campeão brasileiro apenas com esse time base.

Se o Valdívia se machuca, por exemplo, não temos um substituto para ele. Numa competição tão longa, com viagens tão exaustivas, é impossível pensar alto com esse elenco que temos.

Enfim, creio que temos que aproveitar o entrosamento deste elenco e fazer o máximo de pontos possíveis nessas primeiras nove partidas e depois nos reforçarmos para o restante da temporada.

Certo, diretoria?

Sabemos que os cofres estão vazios, mas esse problema não é uma exclusividade nossa, muito pelo contrário.

Abraço a todos!