E aí, topa um cineminha no dia 22?

Ao ser denunciado pelo STJD por conta daquela vergonhosa briga no Mané Garrincha, o Palmeiras pode ter que pagar pela incapacidade das autoridades de punir quem transgride a lei? Parece que sim.

O que pode ser ainda pior que isso? Perder outro mando de jogo, mais precisamente no dia 22 de junho, contra o América-MG, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Outra punição injusta? Não, a construtora que diz que administra o estádio palmeirense afirma que vai ceder o Allianz Parque para a estreia de um filme, o blockbuster “Independence Day – O Ressurgimento”.

Isso mesmo, o Palmeiras, que segue na luta pelo título do Campeonato Brasileiro, deixará de jogar em sua própria casa por conta de um filme. Nosso estádio, nossa casa, virou um cineminha. Pagou, levou.

Bem, todos sabem que, pelo contrato feito com a tal construtora, eles podem utilizar o nosso estádio para eventos corporativos, grandes concertos etc…O Palmeiras lucra (ou deveria lucrar) com isso e ninguém está querendo rasgar o contrato.

O grande problema é que esse pessoal perdeu completamente o senso das proporções. A construtora prejudicar o time e a sua torcida desta forma para transformar o estádio num cineminha? Se fosse apenas por isso, tenho certeza que o torcedor palmeirense não estaria tão revoltado. Tem muito mais.

Nossas taças seguem confinadas num depósito pois o tal museu ainda não saiu do papel, nossos atletas sofrem com estado lastimável do gramado. Ah, sim…e ainda tem aquela infeliz arbitragem onde a construtora quer se apossar das cadeiras e, com isso, inviabilizar o programa de sócio-torcedor AVANTI, que é um sucesso.

Enfim, não é apenas pelo filme, mas sim pelo conjunto da obra inacabada. Sobre o cineminha, tenho certeza que a construtora ainda pode voltar atrás, cancelar essa sessão absurda e deixar a bola rolar no Allianz Parque.

Abraço a todos!