Do Vitória da Conquista a Matheus Sales: A conquista do tri

No dia 4 de março de 2015, o Palmeiras entrou em campo para sua estreia na Copa do Brasil com Fernando Prass, Lucas, Tobio, Jackson e João Paulo; Gabriel, Arouca, Robinho e Allione; Dudu e Cristaldo. O nome do adversário é hoje pura ironia positiva: Vitória da Conquista. Quem imaginaria que nove meses depois, estaríamos comemorando a conquista da vitória? O tri?

Após aquele jogo, que o Verdão venceu por 4 a 1, eliminando assim a partida da volta, muita água correu por debaixo da ponte. Jogadores chegaram e se foram. Uma troca de treinador ocorreu, saindo Oswaldo de Oliveira e entrando Marcelo Oliveira (não são parentes). O time foi vice-campeão paulista.

No dia 29 de abril, empate com o Sampaio Correa por 1 a 1. Tivemos jogo de volta, e o primeiro tempo teve a equipe maranhense saindo na frente. Mas o Verdão virou e enfiou 5 a 1 nos caras, em 12 de maio. Próximo adversário: o glorioso Asa, de Arapiraca. E o primeiro jogo ficou em um 0 a 0 lazarento, como diria Flávio Canuto, no dia 27 de maio.

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A partida de volta só rolou no distante dia 15 de julho, quando já tínhamos novo treinador. E já que era dia de novidade, Gabriel Jesus, a joia vinda das categorias de base alviverdes, fez seu primeiro gol como profissional, tento que nos proporcionou a passagem para as oitavas de final do torneio.

Daí pra frente, só cachorro grande. Só times com Copas do Brasil nos seus currículos. Começou pelo Cruzeiro, que vencemos duas vezes, lá por 2 a 1 e aqui por 3 a 2. Depois, o temido Inter de Porto Alegre, superado com um empate por 1 a 1 nos Pampas e uma vitória por 3 a 2 na Allianz Parque.

A semifinal brincou com os nervos da nação alviverde, com 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã e 2 a 1 para nós em casa, com decisão nos pênaltis vencida por nós pelo placar de 4 a 1. Com direito a cobranças precisas de Cristaldo e Allione, este último marcando a penalidade da vitória.

Nesse meio tempo, surge Matheus Sales, garoto da base que muitos nem tinham ideia de quem era. Mas ele sabia, e como. Entrou, aproveitou as chances que teve e virou titular nessa fase decisiva do torneio, jogando as duas partidas. Jogando, não: arrasando. Dando um banho de maturidade, raça e bom futebol. Prova de que também sabemos criar novos craques em casa.

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O resultado final, vocês sabem qual foi. O tal de Santos, com seus Ricardo Oliveira, Gabigol, Lucas Lima, David Braz e companhia bela, que era o franco favorito da mídia, não só não nos atropelou como acabou chupando o dedo. Jogou pela janela a fácil vaga no G4 do Brasileirão, que já era deles, achando que a Copa do Brasil seria conquistada de forma simples e tranquila. Que erro crasso!

Pior foi terem pedido o adiamento do primeiro jogo da final. Se a partida de ida tivesse mesmo sido realizada no início de novembro, dificilmente eles deixariam de ganhar, e bem. Como isso não ocorreu, o Alviverde Imponente veio para manter sua tradição de papa-títulos. Derrota por 1 a 0 na Vila, vitória por 2 a 1 em casa, e Fernando Prass Fantástico nos penais. A taça é nossa!

As perspectivas para 2016 são bem interessantes. Temos uma ótima base, que pode dar um time quase imbatível se acrescido de alguns reforços pontuais. Um treinador de ponta, comissão técnica e direção bem afiadas e organização como há muito não se via no Palestra. Esse tricampeonato da Copa do Brasil nos proporciona isso tudo. Cuidado, adversários. O gigante despertou!

Abraço a todos!