Desprezar o título paulista é desprezar o Palmeiras

O palmeirense do Brasil e do mundo é exigente por natureza. E não por acaso. Torce para um time com grande tradição, que faturou tudo o que disputou, que consagrou craques como Ademir da Guia, Evair, Leivinha, Zinho, Mazinho, Dudu, Toninho Catarinense e tantos outros, que ajudou a tornar o nosso país sinônimo de bom futebol.

Lógico que quem conta com um ativo como esse não se contenta com pouco. Agora, tem gente que exagera. Há quem classifique o 2008 do nosso Alviverde Imponente como péssimo. Parem com isso! Se poderíamos ter ido melhor, ao menos comemoramos, após oito anos, um título importante de primeira divisão, o de campeão paulista. E me recuso a considerar tal troféu como de segunda linha.

Não faltam razões para me vangloriar de tal conquista. Primeiro, pela reação que tivemos no torneio, após sofrer três derrotas consecutivas para times do interior. Depois, por conseguir superar o odioso time do Dick Vigarista, após perde

rmos a primeira partida da semifinal para eles com gol de mão da então “Imperatriz”.

A vitória por dois a zero contra “elas”, na qual felizmente estive presente, foi um dos melhores momentos do Verdão que tive a oportunidade de presenciar no campo em toda a minha vida de torcedor, com direito a frango de Rogério “Cênico” e golaço de Valdívia. Aliás, aqui entra a deixa: quando lembrarmos do craque chileno, que durante dois anos vestiu o manto sagrado alviverde, sempre entrará em pauta esse título, no qual ele foi personagem decisivo.

E tem mais o fato de termos superado a Ponte Preta de forma incontestável nos dois jogos finais do torneio (1 a 0 lá, 5 a 0 aqui), apagando aquela conversa mole de que “o Palmeiras sempre tropeça quando enfrenta equipes do interior em finais de campeonato”.

Estive presente na partida derradeira, e presenciar aquela festa linda me traz lembranças maravilhosas, incluindo, após a partida, a oportunidade de fazer o primeiro programa Mondo Palmeiras comemorativo de uma conquista do nosso amado clube.

Mais: fomos os melhores em tudo-ataque, defesa, saldo de gols, artilheiro… Se mesmo depois de ler tudo o que escrevi você continua indo na onda de quem odeia o Palmeiras e desmerece esse legítimo e belo troféu conquistado na bola por nós, perdoe-me, mas você é um caso perdido.