Desastre na Vila e fim da invencibilidade

Ao entrar em campo, nosso time defendia uma invencibilidade de onze partidas no campeonato brasileiro, o único invicto após o reinício da competição pós-copa. Quando o juiz Leonardo Guaciba apitou o final da partida, alguns torcedores chegaram a ficar aliviados, tal a superioridade do Santos frente ao Palmeiras. 5 a 1 foi o placar final, em uma das piores exibições do Verdão em 2006.

O principal defeito do Palmeiras na partida realizada na Vila Belmiro ficou por conta da marcação, frouxa, que deu grandes espaços aos jogadores do Santos, que, por sua vez, marcaram duro e dificultaram a movimentação de nossos atletas. Daniel, que substituiu o suspenso Dininho, teve uma atuação péssima, assim como seu companheiro de zaga Alceu, o lateral direito Paulo Baier, o esquerdo Michael…… A rigor, só Juninho lutou o tempo inteiro, e Edmundo teve um bom primeiro tempo. Marcinho, que substituiu o também suspenso Enilton, teve outra atuação medíocre.

O Santos começou a partida melhor, criou rapidamente várias chances de gol, e abriu o marcador aos 13 minutos, com o zagueiro Luiz Alberto aproveitando rebote de Diego em cabeçada de Cleber Santana. Aos 22 minutos, em grande jogada de Edmundo pela ponta esquerda, Juninho finalizou forte e empatou a partida. Não deu nem tempo de comemorar, pois, aos 24, em nova falha de marcação, Luiz Alberto pôs o Peixe de novo na frente. Na fase final do primeiro tempo, o Verdão cresceu e criou diversas chances de gol, que pararam nas defesas de Fábio Costa. Guaciba também ajudou o time do Luxa ao não dar pênalti claro em Daniel que poderia ter nos dado o empate.

No segundo tempo, não entramos em campo. A péssima marcação tornou-se abaixo da crítica, e o Santos deitou e rolou, criando uma enxurrada de oportunidades de gol. Wellington Paulista se aproveitou de duas, aos 14 e aos 22 minutos, e deu o tom de goleada à partida, sendo que o reserva Jonas ainda encontrou espaço para fazer o seu. O primeiro dos gols de Wellington surgiu em grotesco erro de passe de Paulo Baier.