Derrota é assimilável, mas a gordura acabou

Ninguém gosta de perder clássico, ainda mais para um rival tão detestável quanto o do Jardim Leonor. Mas uma coisa é certa: se alguém podia perder essa partida no atual momento do campeonato, éramos nós. Enquanto o time de Muricy Sem Dentes é agora o sétimo classificado no brasileirão, o Palmeiras, apesar dos pesares, está na quinta classificação. São onze partidas, com cinco vitórias, três empates e três derrotas, 16 gols a favor e 12 contra, saldo positivo de quatro tentos. O líder Flamengo, do glorioso Caio “Proposta das Arábias” Jr., encontra-se agora a longínquos oito pontos. No entanto, Cruzeiro e Grêmio, respectivamente segundo e terceiro colocados, tem apenas três pontos a nossa frente. E o detestável Vitória da Bahia, quarto, apenas dois. Ou seja, se levarmos em conta aquela teoria do Luxa do “criar gordura”, acabamos de perder toda a que tínhamos, mas permanecemos no bloco de elite.

Agora, uma coisa é certa: nas próximas partidas, contra Fluminense (casa) e Goiás (fora), é vencer ou vencer. Precisamos dos seis pontos. Especialmente porque já temos várias equipes na nossa cola, como o já citado time de Perdegolberto (sétimo) e o Náutico (sexto, tem os mesmos 17 pontos “delas”, mas maior número de vitórias), o Figueirense (em oitavo, com 16 pontos) e o Internacional (em nono, com 15 pontos). Chegou a hora de a apatia ir para a casa do chapéu e o time começar a comer grama para somar vitórias. Senão, o prejuízo começará a aumentar de forma incontrolável, e aí, voltaremos aos “bons” tempos de calculadora na mão e àquela frase que tanto odeio: “matematicamente, ainda dá”…