Demitido, Zago aponta briga política no Palmeiras

Sabe aqueles filmes em que você não sabe quem é o mocinho? Ou quem não é vilão?

É exatamente isso que virou o departamento de futebol do Palmeiras comandado pelo intocável Cipullo, e pelo cada vez mais pusilânime Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo.

Depois do todo-poderoso Gilberto Cipullo falar sobre a mais recente crise do clube, foi a vez do (demitido) técnico Antônio Carlos Zago, emitir um comunicado com sua versão para o ocorrido, transcrito abaixo.

Além disso, em entrevista à Rádio Globo, o técnico disse que o meia Deco havia praticamente acertado sua vinda para o Palmeiras, mas desistiu ao saber dos “problemas internos” do clube.

Comunicado de Antônio Carlos Zago:

A diretoria liberou quatro jogadores para voltar a São Paulo antes da delegação. Outros jogadores pediram para sair e foram liberados da concentração, pelos diretores.

Havia um horário pré-determinado para a reapresentação e eles se atrasaram. Quando fui repreendê-los no ônibus, Robert não gostou dizendo que deveria haver tratamento igual aos não-evangélicos.

Encerrei qualquer possibilidade de discussão ali e não houve briga, porque eu não admitiria.

Houve uma cobrança minha em cima de um ato de indisciplina. Achei covardia o surgimento do boato de que brigamos, como uma forma de pressionar minha saída.Foi tudo muito mal conduzido.

Há pessoas que trabalham no clube e que ficam vazando informações e inventando notícias para desestabilizar o trabalho que está sendo feito.

Outros treinadores de renome passaram recentemente pelo Palmeiras e sofreram pelo mesmo motivo. Não sou a primeira vítima desta briga política, mas sinceramente espero ser o último.

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