Deixa chover, deixa a chuva molhar, dentro do peito…

Pronto. O pior se concretizou. O dia 18 de novembro de 2012, tal qual o 17 de novembro de 2002, integra agora o elenco dos episódios mais sofridos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. O eterno gigante vive novo momento de apequenamento momentâneo e arranca indignação, sofrimento e dor daqueles que o amam.

Tudo já foi dito acerca da campanha lamentável da equipe durante o Brasileirão 2012, e que duas rodadas antes do final do torneio nos proporcionara o vexame de uma segunda queda rumo à Série B do mesmo campeonanto em 2013. Um castigo que os verdadeiros palmeirenses não merecem, mas que, se verdadeiros palmeirenses forem, aguentarão com serenidade e esperança.

Não, meus caros, cair nunca é bom. É igual repetir de ano na escola. Trata-se de um ano jogado na privada da história, e que vai muito além de ser alvo de gozação dos inimigos, esses infelizes que não sabem o que é torcer para o Campeão do Século XX, o maior vencedor de todos e, acima de tudo, aquele que sempre dá a volta por cima quando ninguém mais a espera.

Esse novo vexame nós devemos especialmente não só aos atuais comandantes do clube, que abusam no direito de serem incompetentes, mas a todos os conselheiros que votaram neles, e a todo ser humano que se preocupa apenas com seus nojentos e abjetos projetos políticos dentro do Palmeiras, colocando o clube sempre em segundo plano. Os do “quanto pior, melhor”. Raça maldita!

Não adianta mais uma vez apontar o dedo para um pelotão de jogadores e culpá-los por tudo. Eles foram contratados por alguém, bancados por alguém e apoiados por alguém, e são esses alguéns que merecem levar a culpa na frente. Odeio ver o Palmeiras virando um verdadeiro cemitério de jogadores. Pior ainda são os uga-bugas que os ameaçam, agridem e humilham, além de quebrar estádios e gerar punições.

O melhor para o Palmeiras, no momento, seria que todas essas correntes políticas que tanto brigam por um poder que acabam não sabendo exercer se unissem. Eleições agora, planejamento para 2013 agora e gente competente sendo contratada agora. Se boas decisões forem tomadas agora, as sementes de um futuro melhor estarão sendo plantadas. Do contrário…

Mas é preciso acreditar e fazer barulho no sentido positivo da palavra. Isso, temos feito aqui em Mondo Verde desde setembro de 2006, quando entramos no cyberespaço com o objetivo de apoiar o Palmeiras 24 horas por dia, sete dias por semana etc. E continuaremos fazendo enquanto tivermos força e condições financeiras mínimas e enquanto tivermos o apoio de vocês, adoráveis frequentadores desse humilde espaço alviverde.

Minha solidariedade a quem acreditou até o fim na possibilidade de escaparmos do rebaixamento. É gente que ama o clube pelo qual torce, e que sonhou até o último momento em um final feliz que não veio. Quem ironiza esse tipo de torcedor certamente aboliu a palavra fé de seu dicionário.

Só nos resta secar as lágrimas, sacudir a poeira e seguir em frente, ajudando no que for possível para que o nosso Alviverde Imponente mais uma vez dê a volta por cima que sempre deu em sua história. Porque os Pituquinhas (cala a boca, Magda!) passam, mas o clube pelo qual nos apaixonamos fica. Simples assim. E quem quiser que saia fora, pois se há algo de que não precisamos é de torcedores de modinha ou uga-bugas que só sabem quebrar tudo e todos.

Você tem vergonha de ser palmeirense? Eu não! Nem mesmo em um momento doloroso como esse. Quem por ventura tiver, a porta da rua é a serventia da casa. Como diria Guilherme Arantes (que infelizmente não é palmeirense), “Deixa chover, deixa a chuva molhar, dentro do peito tem um fogo ardendo que nunca vai se apagar”. Vida que segue. E que venha um futuro melhor! Nós merecemos!