De virada. Palmeiras vira no final e afunda o Santos na Vila Belmiro

Foi um jogaço. Nem a chuva, nem a torcida pequena e, infelizmente única, foram capazes de destruir a grandeza deste clássico com tantas chances de gols criadas pelas duas equipes na Vila Belmiro.

O Santos precisava muito mais da vitória, porém o classificado Palmeiras foi com força máxima para a partida. A única alteração mais significativa foi a presença do ótimo Keno no ataque, na vaga de Michel Bastos. Ambos são ótimos.

A grande dificuldade do Palmeiras era a marcação do lado esquerdo da defesa. É quase impossível conter os avanços do Vitor Ferraz e Vitor Bueno. Era por ali que o time do Santos chegava até a área do Palmeiras e, na maioria das vezes, só mesmo Edu Dracena ou Fernando Prass davam conta de parar os caras.

Aliás, se alguém achava que o Prass estava fora de sua melhor forma física, é melhor mudar de opinião. O goleiro fez uma partida digna de São Marcos! Fez belas defesas, contou com a sorte e praticamente garantiu o resultado.

Claro que o reserva Vladimir também fez uma ótima partida e acabou com a alegria do Miguel Borja, que teve boas oportunidades para marcar o seu gol na primeira etapa, mas acabou passando em branco. Quem também estava muito bem na partida era o Alejandro Guerra, que acabou sendo substituído no intervalo.

A ideia do Eduardo Baptista era fechar o lado esquerdo e ainda reforçar a marcação no meio-campo, pois Felipe Melo havia tomado um desnecessário cartão amarelo logo no início da partida. Bem, colocar o Egídio para marcar é como tentar tampar um cano de água com durex. Não era pra dar certo mesmo.

O Santos continuava atacando principalmente pelo lado esquerdo da defesa palmeirense. E o Palmeiras também não conseguia mais criar jogadas no meio-campo. Foram 20 minutos de pressão, até que o Santos conseguiu fazer o seu golzinho, com o Ricardo Oliveira.

Keno já havia saído para a entrada de Roger Guedes, que entrou muito bem na partida. Tchê Tchê estava participando pouco do jogo e Dudu, mais uma vez estava muito marcado. Nada acontecia.

Era o momento de arriscar: perdido por um, perdido por dez. Zé Roberto saiu e Willian Bigode entrou. O time voltou a jogar naquele 4-2-3-1 e pelo lado direito do ataque, com Roger Guedes, o Palmeiras conseguiu uma virada histórica. Primeiro com Jean, e depois com o Willian Bigode, que teve a calma necessária naquele momento para fazer o gol da vitória palmeirense. 2×1.

Nos descontos, Fernando Prass ainda fez mais uma defesa difícil. Defendeu, no canto direito, um chute cruzado do atacante Bruno Henrique. E que festa que os jogadores e a comissão técnica fizeram no final! Foi muito emocionante MESMO….uma pena que a torcida palmeirense não estivesse lá para comemorar junto!

Enfim, com algumas dificuldades, encaramos bem a sequência mais difícil deste início de temporada. Agora, nas próximas três partidas desta primeira fase do Paulistão, o treinador deve “rodar o elenco” e preparar tudo para as quartas de final. Libertadores só daqui a um mês…mas a tendência é chegar ainda melhor!

Abraço a todos!