Como diria Raulzito: “Ei, Alecsandro, vê se te orienta…”

Quanto vale uma gratidão? Qual o real valor de um agradecimento? Quanto custa um sentimento de despedida? Vale a pena expor tudo o que se sente? Questionamentos que valem a pena pensar, refletir e, talvez, nunca chegar a uma conclusão, a uma resposta concreta, definitiva, lógica.

Alecsandro chegou ao Palmeiras, veio para ser o nosso ‘Umbabarauma’, mas, para muitos, a cabeça e o coração do centroavante ainda estão na Gávea. Alecgol relutou em sair do Flamengo, afirmou categoricamente que desejava permanecer por lá, acusou a diretoria carioca de quase tirá-lo a força do clube. Alecsandro não queria ir embora, é fato.

As declarações do atacante, como era de se esperar, não caíram bem na torcida alviverde. Alguns se incomodaram com a atitude do atleta, baseados no velho jargão “só quero quem me queira”.

Não contente, Alecsandro gravou um vídeo como forma de agradecimento ao torcedor flamenguista, pra fazer aquela velha média, postando nas redes sociais. Pronto, o sujeito ‘criou problemas’.

Ei, Alecsandro, vê se te orienta, meu filho, assim dessa maneira, cara, a coisa arrebenta… falaria Raul, não o Bianchi, o Seixas, outro gênio!

Mal chegou, nem jogou e Alecsandro já recebe uma enxurrada de críticas, cobranças, xingamentos e uma enorme pressão recai sobre seus ombros. Pra jogar no Palmeiras é preciso mais homem que os outros, já diria Evair, deixando o claro recado que no Verdão a banda toca noutro tom, então é bom que Alecsandro esteja na ponta dos cascos, preparado para fazer os gols que nós precisamos, porque parece que com ele a paciência palestrina será mais curta que os braços dos Deola, o popular Padoca.

Eu, particularmente, procuro não ligar muito para esse tipo de situação. Tudo isso poderia (e deveria) ser evitado, se o jogador de futebol entendesse que não é profissional apenas para receber a fortuninha no início do mês, se fosse bem assessorado isso não aconteceria. O que passou, passou, agora é Palmeiras, o ex-clube ficou para trás.

Apesar de tudo, prefiro dar chances ao atleta, prefiro valorizar suas qualidades. Não precisa amar o Palmeiras, só aprenda a respeitar a entidade e seus torcedores, faça os gols que necessitamos e está tudo certo. Devemos apoiar, o cidadão chegou agora.

Errou? Talvez, quem sabe, no entanto se balançar as redes, nos garantir os pontos, terá um apoio que jamais recebeu em qualquer dos clubes por onde tenha passado. Nem nos seu “querido” Flamengo…

Abraço a todos!