Com um a menos, o Palmeiras empata jogo que poderia muito bem ter vencido…

A ansiedade era tão grande para essa estreia na Libertadores que muitos jogadores entraram pilhados em campo. Alguns até demais, como o bom Vitor Hugo que acabou levando o segundo cartão amarelo logo de cara e mudou todo o panorama da partida.

Sim, o juiz era ruim. Deveria ter distribuído mais cartões aos jogadores do Atlético Tucuman, mas isso também é Libertadores. Temos que estar acostumados com esse tipo de arbitragem internacional e, ao mesmo tempo, caseira demais.

Apesar da pressão da torcida local, da cidade e da região que jamais recebeu um jogo de tamanha importância, o Palmeiras começou bem na partida. A formação escolhida pelo treinador foi acertada: Zé Roberto na lateral e dois volantes: Felipe Melo e Thiago Santos.

Bem, muita gente questiona se o Eduardo Baptista deveria ter recuado o Thiago Santos para a zaga, após a expulsão de Vitor Hugo? Quando ele fez exatamente isso (contra o Ituano) ele foi chamado de Professor Pardal. Mas, voltando, eu jamais deixaria o Felipe Melo sozinho no meio-campo, ainda mais com um juiz como aquele.

O gol do adversário surgiu justamente no momento em que o Palmeiras estava mais desconcertado em campo, após a expulsão do nosso zagueiro e o tal Zampieri contou com a sorte para fazer aquele gol. 1×0.

Apesar da sorte, o Atlético Tucumán é um time tecnicamente muito fraco. Acho que não se classificaria para a próxima fase do Campeonato Paulista, mas o que importa é que o gol de empate saiu pouco tempo depois, com o ótimo Keno, que já havia dado um gol para o Miguel Borja no começo do jogo.

Aliás, o colombiano não pode perder três chances de gols tão claras na mesma partida. Ele não é jovem como o Gabriel Jesus e e veio como “matador”. Pode perder uma ou duas, mas na terceira oportunidade tem que fazer. Foi contratado justamente para isso!

Dudu fez o possível e o impossível para que o Miguel Borja guardasse o seu, mas não era a sua noite. Quem acabou se destacando foi o goleiro Lucchetti.

No segundo tempo, o Palmeiras teve outras oportunidades para ampliar o marcador, mas perdeu o meio-campo. Com isso, o time argentino chegou muitas vezes também a ameaçar o gol de Fernando Prass. O goleiro palmeirense salvou o Palmeiras de levar um gol do zagueiro Canuto, que arriscou de fora da área. Só faltava essa, Canuto!

Creio que para ganhar o meio-campo, a melhor opção no banco de reservas era o Alejandro Guerra e não Roger Guedes. Além de pouco efetivo no ataque, Guedes continua o mesmo dos tempos do Cuca: sem ajudar na marcação. Algo inaceitável no futebol dos dias de hoje.

Enfim, diante de tudo o que aconteceu, o empate não foi um resultado tão ruim. Claro que quem quer a cabeça do “filho do Nelsinho” vai culpa-lo pelos gols perdidos pelo Miguel Borja, pela expulsão do Vitor Hugo e até pela arbitragem caseira…e será sempre assim.

No sábado, independente do resultado, veremos mais demonstrações de ódio ao treinador, no reencontro com o Rogério Ceni, no Allianz Parque. O clássico vale muito mais para eles do que pra nós, que voltaremos a jogar pela Libertadores na quarta-feira!

Abraço a todos!