Cabeça quente sempre é má conselheira

Minha idéia era escrever esta coluna logo após Palmeiras x Juventude. Preferi deixar para hoje, Dia de Finados, com a cabeça mais fria. Porque nenhum palmeirense com sangue nas veias conseguiu, após um resultado tão absurdo como derrota para um time virtualmente rebaixado, não xingar jogadores, comissão técnica etc. Mas, passada a raiva, vem o bom senso. Estamos a apenas quatro jogos do final da temporada 2007. Entre mortos e feridos, na minha opinião, salvam-se quase todos, com saldo positivo.

Não se esqueçam que iniciamos o ano ainda traumatizados pelo ridículo 16º lugar no campeonato brasileiro. Fomos salvos do rebaixamento pela Ponte Preta e pela garra do injustiçado Jair Picerni. A diretoria resolveu apostar no promissor Caio Júnior, talentoso, mas inexperiente.

Portanto, só mesmo os mais otimistas/imediatistas poderiam acreditar em títulos logo nos primeiros meses do trabalho do ex-treinador do Paraná Clube. Quinto lugar no Paulista, eliminado no apito nas oitavas da Copa do Brasil, e, agora, lutando até o final por uma vaga na Libertadores. Ou seja, nenhum vexame, como nosso querido Corinthians anda dando. Pouco para um time da expressão do Palmeiras? Sim.

Mas Caio teve de partir do zero. Como principais méritos, ele nos trouxe jogadores como Gustavo Xerifão e Pierre Seleção, e conseguiu com que Michael, Wendell, Diego, Caio e Valdívia começassem a mostrar bom futebol. Independente de conquistar ou não a vaga para a Libertadores, sou a favor da renovação de seu contrato, para que seu trabalho possa, em 2008, frutificar.

Mandá-lo embora seria um erro crasso, pois nos levaria a, mais uma vez, começar do zero, jogando mais um ano na privada da história. Que venham uns três ou quatro novos jogadores, que saiam uns seis ou oito, e que se mantenha a base de 2007. Não adianta, essa é a receita realista. E é histórico: o Palmeiras só ganha títulos quando se organiza e tem paciência.

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Ah e, é claro, não percam o Torpedo Verde, com Raul Bianchi: