Brasil acha empate contra o Equador em Quito

Há muito tempo não vejo uma partida de futebol na qual uma das equipes perdeu tantos gols feitos, ou por incompetência na hora de finalizar, ou graças ao talento do goleiro adversário. A surpresa se torna ainda maior se levarmos em conta o fato de se tratar de um confronto entre as seleções do Brasil e do Equador, e que a primeira deve o empate de um a um na cidade de Quito ao desempenho sensacional de seu goleiro, Júlio César.

O atleta carioca fez pelo menos umas oito defesas importantes, além de ter contado com a sorte em bolas que bateram na trave ou passaram muito perto de sua meta. Ele defendeu com bravura uma seleção extremamente limitada, que tomou um verdadeiro vareio de bola. Desde o início, ficava claro que os comandados de Dunga ficariam plantados em sua própria defesa, esperando Reasco e sua turma virem para cima.

Afora uma chance logo no início, em boa tabela entre Robinho e Marcelo, com chute do último que raspou a trave, só deu Equador. Nossos jogadores de criação estavam em jornada pouco inspirada, especialmente Ronaldinho Gaúcho, que mais parecia um clone daquele craque que todos nos acostumamos a admirar. Quanto ao sistema defensivo, nossos laterais não conseguiam conter os avanços do ataque equatoriano, enquanto na zaga, Lucio deixava a desejar, com Luizão se virando do jeito que podia.

Na etapa final, Dunga, que já havia sido obrigado a tirar Maicon, contundido, tentou equilibrar as coisas com Josué no lugar do hoje estabanado Elano. O massacre prosseguiu. Aos 25, ele se cansou de Ronaldinho Gaúcho, colocando Júlio Batista em sua vaga. Com seu padrão habitual de garra e eficiência, Batista recebeu aos 26 minutos boa assistência de Robinho, chutou forte, a bola bateu na trave e nas costas do goleiro adversário. Gol brasileiro.
Durante alguns minutos o Equador sentiu o golpe, mas em seguida continuou sua blitzkrieg, enquanto o Brasil perdeu chances com um não muito inspirado Luis Fabiano. Quando a partida parecia caminhar para uma injustiça histórica, nova jogada pela esquerda encontrou um adversário livre na área, que enfiou uma cacetada. Júlio César até conseguiu rebater, mas Naboa mandou uma bomba e empatou a partida, aos 43 minutos.