Bola aérea do Verdão deixa o vizinho de muro em situação delicada no Brasileirão

Todo mundo sabia que o time do Palmeiras era melhor, mas isso não era garantia de nada. Clássico se decide nos detalhes, tem o peso da camisa e todos aqueles chavões que estamos cansados de ouvir, mas que quase sempre fazem sentido.

Também não era novidade que o Palmeiras iria pressionar os visitantes desde o primeiro minuto, enquanto eles ficariam na defesa esperando uma oportunidade para resolver a partida num contra-ataque. O que vimos foi quase isso, mas a violência de ambos os lados deixou o clássico parecendo um jogo de várzea.

Sem poder contar o Gabriel Jesus, Cuca apostou novamente em Rafael Marques, mas sua “estrela” não brilhou desta vez. O treinador ouviu parte da torcida e deu uma nova oportunidade para o Allione. O argentino perdeu todas as divididas, perdeu gols…parecia mais um playmobil em campo.

Praticamente sem dois jogadores efetivos no ataque e com Dudu muito bem marcado, o Palmeiras teve dificuldade para criar oportunidades de gol na primeira etapa. Só mesmo o ótimo Moisés é que conseguia quebrar a defesa adversária com bons passes em profundidade e lançamentos.

Apesar de ter mais posse de bola e se manter no ataque boa parte do tempo, só tivemos duas boas chances na primeira etapa. Um jogo muito chato para quem assistia.

O gol de Chavez, logo no início do segundo tempo, fez o Palmeiras sair daquele ping-pong e fez com que a torcida pedisse a entrada de Gabriel Jesus, que se esforçou muito para estar em campo. É uma palhaçada que a CBF continue não respeitando as “datas FIFA”, as partidas do Brasileirão deveriam ser disputadas apenas no final de semana.

O empate saiu logo em seguida, com uma cabeçada precisa do gigante Yerry Mina. Ah, ele estava impedido? Estava, foi um lance milimétrico…só mesmo com esse novo tira-teima que você consegue perceber isso. Não vi nenhuma comoção quando fomos prejudicados em outros lances parecidos (em Curitiba, por exemplo) neste mesmo Brasileirão.

O gol atordoou o São Paulo, que estava começando a se sentir confortável com a vantagem no placar. Depois, o Palmeiras conseguiu se manter no ataque e o segundo gol saiu pouco tempo depois, com outro voo impressionante de Vitor Hugo. O verdadeiro rei da zaga? Não, um bom zagueiro, artilheiro…e líder.

O terceiro gol só não saiu porque o contestado Denis fez uma bela defesa num chute forte de Gabriel Jesus, que tinha o canto esquerdo como destino certo. Infelizmente, o time voltou demais nos dez minutos finais e isso acabou irritando demais o técnico Cuca.

Thiago Santos ainda entrou para trancar o meio e Cleiton Xavier chegou para manter a bola no campo de ataque, mas pouca coisa aconteceu até o final da partida. O que importa mesmo é que vencemos mais uma, afundamos um pouco mais o time do Jardim Leonor e agora temos que pensar no Grêmio.

Título? Longe disso, temos que ir como o próprio Cuca diz: jogo a jogo. Tem muita coisa ainda pra acontecer, dentro e fora de campo…todo cuidado é pouco!

Abraço a todos!