Baú do Palestra – Fase boa, fase ruim e recuperação

Nesta nova coluna pretendo abordar o momento atual, e, buscar na história, a superação para estes momentos que em que o Palmeiras viveu uma situação de derrotas, mas conseguiu se recuperar e disparar ruma ao título.
Volto ao ano de 1994, quando o inesquecível time de Edmundo, Evair, Zinho, Roberto Carlos e César Sampaio viveu um momento difícil na disputa do Campeonato Paulista e na Taça Libertadores daquele ano, mas conseguiu a recuperação e rumou ao título.

O Palmeiras iniciou o Campeonato Paulista de 1994 com goleadas em cima de goleadas ( 5 a 0 contra a Ponte, 6 a 1 contra o Ituano e 4 a 0 contra a Portuguesa), mas de repente, após uma inesperada derrota para o Corinthians, por 1 a 0, o time caiu de produção e perdeu jogos em sequência, tanto do Campeonato Paulista, como da Taça Libertadores.
Isso tudo muito parecido com o momento atual, no qual os oito primeiros jogos com o técnico Marcelo Oliveira tivemos uma derrota, um empate e seis vitórias (incluindo goleadas sobre São Paulo e Vasco), amargamos três derrotas seguidas, sendo duas para times que lutam contra o rebaixamento.

Em 1994 nós vivemos algo semelhante, pois após a já citada derrota frente ao rival de Itaquera, tivemos um amargo empate contra o Rio Branco, por 1 a 1, dentro do Parque Antárctica, e derrota para Ponte Preta, além de derrotas para o Velez Sarsfield e para o Boca Juniors durante a primeira fase da Libertadores (vale lembrar que essa derrota para o Boca foi o jogo de Buenos Aires, já que jogando em casa o Palmeiras enfiou o histórico 6 a 1 na equipe argentina).

Com críticas da torcida e pressão para cima dos jogadores, aquele elenco enxergou suas falhas e buscou na partida contra o Guarani, dentro do Parque Antárctica, no dia 1 de Abril de 1994, a sua recuperação.
Com sangue no olho e muita vontade de vencedor, aquele Palmeiras da Era Parmalat enfiou 4 a 2 no Guarani, que tinha o craque Djalminha com a camisa 10.

Sem dar sopa para o azar, o Verdão abriu 2 a 0 logo no início do primeiro tempo, com gols de Rincón e Evair.
O Bugre diminuiu com Djalminha, mas, na sequência, Zinho e Edílson fizeram o terceiro e o quarto gol do Palmeiras, e, no final da partida, Djalminha marcou o segundo e último gol da equipe de Campinas.

Vale lembrar (poderemos ver isso no vídeo), que a torcida do Palmeiras compareceu em massa ao jogo – como vem fazendo agora – apoiou e cobrou (de maneira forte) os jogadores para que aquela fase ruim fosse superada e que o caminho das vitórias fosse novamente encontrado.

Aquele elenco reagiu bem às cobranças, tanto que após a vitória contra o Bugre, a equipe disparou rumo ao bi-campeonato paulista.

É isso que esperamos do elenco atual, que já mostrou suas qualidades e suas falhas, mas que mostrou muito mais qualidades, e, por tanto, precisa recuperar o bom futebol e vencer o Flamengo neste domingo de casa cheia (34 mil ingressos vendidos antecipadamente).

Vale lembrar a ficha técnica de 1994

1/04/1994 – Palmeiras 4 X 2 Guarani
Palmeiras: Fernandez; Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho e Rincón (Amaral); Edílson, Evair (Sorato) e Zinho – técnico: Wanderlei Luxemburgo

Guarani: Pitarelli; Gustavo, Fernando, Ronaldo e Rocha (Alex); Valmir, Da Silva e Fábio Augusto (Jura); Tiba, Djalminha e Robert – técnico: Milton Santos

Gols: Rincón (9), Evair (18) e Djalminha (26) do primeiro tempo; Zinho (2), Edílson (13) e Djalminha (35) do segundo tempo.
Público: 20.813 – Renda: CR$ 72.534.000,00
Árbitro: Renato Marsiglia
Local: Parque Antárctica