Baú do Palestra – A pedra no sapato

periquitoAmanhã enfrentaremos, em São Paulo, o Internacional de Porto Alegre pela segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil de 2015.

A primeira partida, disputada na semana passada lá no Rio Grande do Sul, terminou empatada por 1 a 1, mas ficou claro para quem acompanhou o jogo, que o Palmeiras poderia ter vencido o adversário gaúcho.

Só para termos uma ideia, quando o jogo estava zero a zero, o atacante Lucas Barrios não conseguiu converter uma cobrança de pênalti, que foi defendida pelo goleiro Alisson.

Para vencer o duelo desta quarta-feira o Palmeiras precisará de qualidade técnica, raça e foco, muito foco durante os noventa minutos de partida. O Verdão tem a vantagem do empate por 0 a 0, mas nem de longe nosso clube pode jogar pensando nesta pequena vantagem.

Digo isso porque o Internacional, historicamente, é o único clube que sempre teve muita sorte contra o Palmeiras.
Ao total são 82 jogos disputados desde 1936 com 24 vitórias do Palmeiras, 22 empates e 36 vitórias do Internacional.

O Palmeiras é um dos poucos clubes que levam vantagem nos confrontos diretos contra os outros grandes do país. Mas de todos os clubes, não temos a vantagem contra o Internacional e sempre tivemos problemas contra este adversário.

Basta lembrar que na partida do primeiro turno do brasileirão 2015, após pressionar e pressionar, o Palmeiras abriu o placar com um golaço de cabeça do zagueiro Vitor Hugo. Mas, cinco minutos depois, em uma jogada extremamente despretensiosa, o Internacional chegou ao empate com um gol de Rafael Moura de cabeça.

Mas por qual motivo escrevi uma coluna relatando a “sorte” do Inter contra o Palmeiras?

Pelo motivo que o torcedor e, obvio, principalmente, o time precisam de foco total dentro da partida, transformar as chances criadas em gol e em momento nenhum achar que a situação está resolvida.

É dessa maneira que se vencem os adversários que tradicionalmente trazem problemas para o seu clube.

Vale lembrar que apesar do 0 a 0 ser nosso, os empates por mais de um gol classificarão o Internacional.

Mas, para ninguém reclamar que só falei de trevas nesta coluna, vamos lembrar a maior goleada que aplicamos sobre os gaúchos.
Ela aconteceu no dia 28 de janeiro de 1965, quando o Verdão enfiou 5 a 0 no Colorado, no estádio dos Eucaliptos (antigo estádio do Inter, antecessor do Beira-Rio).

Naquela noite de quinta-feira o time que ficou conhecido como a “primeira academia” do Palmeiras entrou em campo com: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari; Gildo, Servílio e Tupãzinho (Ademar Pantera); Ademir da Guia, Caravetti e Rinaldo – técnico Filpo Nuñez.

Os gols da vitória foram anotados por Tupãzinho, Servilio (2), Rinaldo e Ademar Pantera.

Esta partida valeu como a primeira da Taça Rio Grande do Sul, e a segunda foi disputada no dia 10 de fevereiro de 1965, novamente no estádio dos Eucaliptos, e com outra vitória palmeirense, dessa vez por 2 a 0.

Também vamos lembrar outra vitória, dessa vez durante o início da “era Parmalat”, em 1994.

Contando com Velloso; Cláudio, Tonhão, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição, Zinho e Rivaldo; Edmundo e Evair, e comando técnico de Wanderley Luxemburgo, o Palmeiras venceu o Inter, dentro do Beira-Rio, por 2 a 0, com gols de Edmundo e Rivaldo.

No primeiro gol do jogo (veja o vídeo), Edmundo passou por Luis Carlos Winck e pelo goleiro Sérgio, parou a bola em cima da linha e segurou na trave antes de mandar a pelota para o fundo do gol.

A partida terminou 2 a 0, mas o Verdão perdeu dois pênaltis, o que poderia ter transformado a vitória em goleada por 4 a 0.
Esperamos que, com foco total no ardiloso adversário, o Palmeiras saia de campo nesta quarta-feira com a classificação para as semifinais da Copa do Brasil e na luta pelo tricampeonato da competição.

Abraço a todos!