Bata no peito e grite: é campeão!

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Como diz um grande amigo meu, que atende pelo nome de José Carlos Damiani, o Zé da Nuvem Nove Discos, “cada título ganho pelo Palmeiras deveria valer por três, pois sempre são vencidos de forma inapelável, sofrida, suada, contra tudo e contra todos”. Quer melhor exemplo do que esse Mundial Interclubes de 1951, o primeiro de todos?

Foram necessários 56 anos, eu disse CINQUENTA E SEIS, para que, enfim, reconhecessem o óbvio. Ou alguém com um mínimo de bom senso vai ter a cara de pau de dizer que não ganhamos um mundial? Que não ajudamos o povo brasileiro a retomar sua auto-estima? Que não demos aos mais de cem mil torcedores que presenciaram Palmeiras 2×2 Juventus a honra de presenciar o primeiro título mundial de um time brasileiro no então maior estádio do mundo?Em 1951, faltavam ainda dez anos para que eu nascesse. E daí? Essa frase que o Raul citou aí em algum post é minha, e me orgulho dela: “quer dizer que o mundo começou só a partir da data do seu nascimento”?

Dizer “ah, isso não é do meu tempo” é para mim uma das maiores demonstrações de ignorância que um ser vivo pode dar. Sim, palmeirense, palmeirista, verdista, brasileirista, ou como você preferir ser chamado. Bata no peito e grite bem alto: somos campeões do mundo interclubes, o primeiro time do planeta a ter essa honra. Se essa conquista demorou tanto a ser reconhecida, isso mostra o nosso valor. O único time grande que perdeu títulos para pequenos (Guarani e Inter de Limeira) por preferir não fazer o que outras equipes fizeram com as Ponte Pretas da vida. Que, ao ser rebaixado, disputou a maldita segundona e voltou na bola, ao contrário de outros times que saíram da mesma segunda divisão (e paulista, pior ainda!) na máfia, na virada de mesa.

Sim, sou campeão mundial interclubes de 1951, e tenho orgulho disso. Esse time é grande demais, e além de amá-lo menos apenas do que amo meus pais e minha querida esposa, eu me orgulho de sua trajetória reta, digna, valorosa, que deveria ser seguida por esse país como um todo.

Escrevo esse texto chorando, após uma semana de merda em termos pessoais, mas com a alma lavada. Parabéns, irmãos palmeirenses. Meu pai e minha mãe eram corintianos, mas estejam onde estiverem (no céu é pouco!), certamente estão vibrando com esse título do time do filho deles.

Aliás, meu pai me chamava de “palmeirista”. Beijão, velhinho querido, que me levou no estádio para ver o Verdão pela primeira vez ao vivo, seu filho é campeão do mundo. Ah, e só para constar: chupa, Magrão, Anão de Jardim, e quem quer que seja! Inveja mata, seus medíocres!

Leia mais sobre a conquista no site oficial do Palmeiras:

www.palmeiras.com.br