Aviso aos navegantes: a final não é domingo

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A expectativa enorme em torno do clássico de domingo me levou a querer escrever um texto sobre o assunto. E a primeira coisa que me veio à mente foi exatamente o óbvio: o que ocorrerá, após o árbitro encerrar a partida? A primeira resposta pode parecer óbvia (e é), mas é a mais importante de todas: o Brasileirão 2009 não irá acabar. Não será uma finalíssima. Ainda faltarão 16 jogos para os dois clubes, um total de 48 pontos a serem disputados. Ou seja, muita, mas muita água irá passar por debaixo da ponte (não a preta, ehehehe).

Essa certeza é importante de ser colocada, independente do resultado do jogo. Se ganharmos, o que é o meu desejo, como o de todos vocês, o elenco não poderá ficar de salto alto, pois qualquer seqüência de maus resultados nos levará de novo a uma situação difícil. E os três pontos que se ganham contra o time do Jardim Leonor são os mesmos que se ganham contra os Barueris da vida. Se não em termos morais, em termos matemáticos. E esse longo campeonato por pontos corridos se ganha faturando o maior número de pontos, independente de os mesmos virem de clássicos, jogos medianos etc. Lembrem-se bem: no ano em que fomos rebaixados no Brasileirão, não perdemos um único clássico, e no entanto……

Uma derrota (toc, toc, toc!) também não significará o fim do mundo. Aliás, Ricardo e seus Gomes nem assim conseguirão nos ultrapassar na tabela. Portanto, não será o caso de caça às bruxas, faixas de protesto, gritos de “mercenários” para nossos jogadores ou coisas do gênero. Claro que vencer um rival direto pelo título é sempre muito importante, mas vale o exemplo do clube presidido por J.J. Whisky. No ano passado, eles ganharam o campeonato, mesmo perdendo as duas partidas que jogaram contra o Grêmio, legítimo vice-campeão.

Em 1992, tive a honra de ver nosso Alviverde Imponente enfiar uma goleada por 4 a 0 em pleno Panetone contra o time treinado por Telê Santana que, dali a pouco, seria bi Paulista, da Libertadores e do Mundial Interclubes. Lógico que fiquei hiper feliz por ter presenciado tamanho massacre, mas quando vou nos anais da história e consulto o ano de 1992, não vejo nenhum título nosso por lá. No entanto, tem três daquele time detestável.

No Brasileirão de 1972, perdemos um jogo importantíssimo para o Tricolixo por dois a zero. Nossa classificação para a fase decisiva parecia impossível. No entanto, não só conseguimos eliminar nosso maior inimigo, como também levantamos aquele troféu. Podem procurar, está lá: Palmeiras campeão brasileiro de 1972.

Lógico que torço para que aconteça isso aqui de novo: em 1993, o Verdão detonou Muller e sua cambada na casa deles, e se classificou para a final do Brasileirão 1993, que ganhamos com merecimento em cima do Vitória da Bahia. Ou seja, vitória no clássico e título. Mas quem achar que a decisão é no domingo pode ir com muita sede ao pote bem antes da hora correta. Sejamos sensatos, palmeirenses do Brasil e do mundo!

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