Aula de intensidade e organização no Choque-Rei

O Allianz Parque foi bem presenteado em seu 100º jogo com uma bela atuação do Palmeiras. Mais uma vez o São Paulo foi vítima do Verdão, que precisava dar uma resposta diante das críticas sofridas nos últimos dias.

Se contra o Corinthians faltou intensidade para jogar em alto nível, contra o São Paulo isso não foi problema, aliás, foi o grande triunfo para vencer. Mais uma vez repetindo o 4-2-3-1 como plataforma tática, com Bruno Henrique alinhado ao Felipe Melo, atrás de Dudu pela direita, Willian na esquerda e Lucas Lima no centro. Na fase defensiva, aparecia o 4-4-2 (imagem), com Lucas Lima mais próximo de Borja para dar o primeiro combate ao adversário.

O Palmeiras pressionou muito o rival no campo ofensivo, sufocando o portador da bola e diminuindo espaço das possíveis linhas de passes (imagem). Ao todo, foram 10 roubadas de bola no campo de ataque.

Inclusive, o segundo gol surge de uma roubada no ataque, quando Borja pressiona o adversário, rouba e a equipe cria o lance. É uma das ideias de Roger no ano.

Tudo isso faz parte da ideia de Roger Machado e sua organização no Palmeiras. A atitude da equipe também foi algo notável. Nos impomos com muita pressão e intensidade (tático), acarretando no sufoco e desequilíbrio do rival nas tomadas de decisões (psicológico). E assim se joga um clássico!


Com organização, imposição psicológica e vontade — este último elemento foi citado por Roger Machado e Felipe Melo no pós-jogo, como algo que precisa ser entregue “do começo ao fim”.

Esse Choque-Rei dá um aprendizado ao Palmeiras e precisa ser usado como ponto de partida para mais um passo de Roger e seus comandados em busca da consolidação do modelo de jogo.

Algo que ainda deve demorar para acontecer, mas que caminha bem para isso.