Palmeiras precisa voltar a praticar aquele futebol que nos levou à liderança

Nem preciso lembrar aqui sobre o clima de decisão que foi criado pela partida. Era como se uma vitória palmeirense ou, principalmente, dos cariocas fosse decretar o fim do Brasileirão em setembro.

Mesmo se tivesse vencido por 5 a 0, o Palmeiras teria que seguir lutando para conquistar o título rodada a rodada. E teremos mais 13 rodadas até dezembro. Da mesma forma seria, caso o Flamengo conseguisse ganhar do Palmeiras.

Enfim, a verdade é que esse clima de “tudo ou nada” contaminou muito mais o Palmeiras. O time entrou mais tenso pro jogo, como se estivesse carregando nas costas com uma enorme obrigação de vencer. E esta “obrigação” ficou ainda maior depois da expulsão de Márcio Araújo.

Sem um dos seus volantes, o Flamengo deixou de descer tanto ao ataque, eles até que começaram bem o jogo. A melhor chance que tivemos para abrir o placar na primeira etapa foi numa jogada de Gabriel Jesus, que tomou a bola de Réver do lado direito da área e Muralha conseguiu fazer uma boa defesa. Muito pouco para quem almejava tanto.

No intervalo, Cuca sacou Gabriel do meio-campo e apostou no pivô de Lucas Barrios, mas não deu certo. O Flamengo se fechou, implantou as famosas “duas linhas de quatro” e o Palmeiras tinha muita dificuldade para chegar até a área adversária.

Quem chegou fácil na nossa área foi o Alan Patrick. Ele entrou em campo, não foi notado e fez o primeiro gol da partida, o que só contribuiu para aumentar ainda mais a pressão sobre os jogadores.

Apesar de ter passar boa parte do tempo no campo de ataque, o Palmeiras não conseguia ameaçar o goleiro Muralha. A bola chegava ao Gabriel Jesus, ao Roger Guedes, mas nada acontecia. Nem mesmo a entrada de Cleiton Xavier foi capaz de mudar o cenário da partida e isso é preocupante.

Não estou me referindo ao CX, mas ao time mesmo. O Palmeiras não está conseguindo repetir as atuações do primeiro turno. Cadê aquela velocidade? Aquela intensidade no ataque? Troca rápida de passes? Vemos isso ainda no Dudu e em alguns outros atletas, mas falta o conjunto.

Enquanto isso, o Flamengo, mesmo sem o seu principal armador (Diego), conseguia engatar alguns contra-ataques.

Gabriel Jesus conseguiu, num chute da entrada da área, conseguiu empatar o jogo e, mesmo sem jogar um futebol brilhante parecia que o Palmeiras conseguiria a virada. Passamos perto disso com Dudu, com o ótimo Yerry Mina, mas não deu.

Claro que o empate acabou sendo melhor para o Flamengo, que jogou fora de casa com 10 em campo. O que realmente importa é que o Palmeiras volte jogar aquele futebol empolgante que nos colocou na liderança do campeonato. E o Cuca sabe disso.

Esse jogo não era tão importante assim mas, voltar a jogar como um time campeão é. Só assim vamos atingir, lá em dezembro, o objetivo que todos os palmeirenses esperam alcançar. E temos tudo para isso.

Abraço a todos!