As lições que a Série B deixa para o Verdão

Por Fabian Chacur

O Brasileirão da Série B enfim acabou. O Palmeiras deu conta do recado com total competência, tornou-se campeão e jogará novamente a Série A em 2014. Lugar de onde nunca deveria ter saído. Série B, nunca mais, se Deus (e os eternos negativistas de plantão) quiser. Mas vale uma análise dessa trajetória.

No fim das contas, a campanha alviverde no torneio nacional de 2013 só merece elogios. Foram 79 pontos conquistados, com 24 vitórias, 7 empates e 7 derrotas. O ataque fez 71 gols, enquanto a defesa tomou 28 tentos, com 43 gols de saldo positivo. O aproveitamento ficou em 69%, e o Verdão só não foi o melhor da competição nos quesitos menor número de derrotas e artilheiro.

A rigor, só tivemos dificuldades na competição em sua fase pré-Copa das Confederações, quando conquistamos 4 vitórias e 2 derrotas. Vale lembrar que, naquele momento, o técnico Gilson Kleina ainda estava recebendo reforços e não tinha um time minimamente confiável em mãos.

Após o retorno da competição, a performance do Palmeiras foi impecável. Vale lembrar que boa parte dos poucos empates e derrotas sofridos por nós ocorreram quando o time estava muito desfalcado, facilitando dessa forma a vida dos adversários. Em casa, só uma derrota, perante o América-MG.

A hegemonia alviverde na Série B é ridicularizada por alguns torcedores, mas não deveria. Se o campeonato não é exatamente um primor em termos técnicos, vale a lembrança de que o torneio da Série A em 2013 também não agradou, e que três das equipes que disputam os primeiros seis postos dessa competição vieram da Série B.

Vitória, Atlético-PR e Goiás, esses três clubes que subiram para a Série A este ano, não tiveram grandes investimentos para a temporada. Conseguiram esse ótimo desempenho graças a organização, manutenção de boa parte do elenco que tinham em 2012 e algumas apostas em termos de reforços que se mostraram positivas.

O Palmeiras precisa seguir essas lições. Mantendo a base vitoriosa da Série B, com atletas como Fernando Prass, Henrique, Vilson, Wesley, Leandro e Alan Kardec, para citar os mais óbvios, trazendo algumas apostas bem selecionadas e dando moral a alguns nomes da nossa gloriosa base.

Sem loucuras, mas sem vaciladas também, vide a perda do bom Luis Felipe graças a essas negociações cheias de variáveis estranhas e cláusulas de contrato bizarras que a gente nunca consegue entender e que nos prejudicam tanto.

E o time também precisa do nosso apoio. Se nosso torcedor se deixar envolver pelos comentários depreciativos do tipo “se não melhorar muito, vai ser tri da Série B em 2015”, podem ter certeza de que a negatividade certamente ajudará que isso de fato aconteça. E tem alas na política palmeirense que até sonham com isso, pois dessa forma conseguiriam realizar seus asquerosos projetos de poder.

Como diriam por aí, “não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho”. Ficou bem claro em 2013 que um time mediano apoiado em massa por sua torcida pode ir muito mais longe do que outros nas mesmas condições cujos fãs só criticam e choram as pitangas o tempo todo. O Palmeiras precisa do apoio incondicional de seu torcedor durante os 90 minutos de cada partida. Isso fará a diferença a nosso favor.

Paulo Nobre disse que não será escravo do centenário do Palmeiras. De certa forma, ele está certo. O Verdão precisa ter sempre um bom elenco e uma estrutura organizada que o torne competitivo em todo campeonato que disputar, ganhe ou não. Não é só no ano do centenário, tem de ser sempre. E o apoio do torcedor, idem!