Apagão verde dá vitória a Sport no Recife

Tem dias que de noite é assim mesmo. As sábias palavras do saudoso Gonzaguinha servem como boa manchete para o apagão que acometeu o Palmeiras na noite desta quinta-feira, em Recife. Diante de uma equipe apenas esforçada, perdemos por quatro a um para o Sport, sendo dessa forma eliminados da Copa do Brasil. Com a exceção de Leandro e, quem sabe, Alex Mineiro, o time paulistano se mostrou dispersivo, perdendo todas as divididas e concluindo a gol de forma patética. Uma partida a ser esquecida, em um ano que promete ser inesquecível para os palmeirenses do Brasil e do mundo.

O começo do jogo não se mostrou dos mais auspiciosos, pois a seis minutos, Romerito de cabeça abriu o marcador. Aos 15, Alex Mineiro, em cruzamento perfeito de Leandro, empatou, e deu esperanças à massa alviverde. Esperança essa que, infelizmente, durou pouco, graças a mais dois gols de Romerito, um aos 30, outro as 41 minutos. Detalhe: todos oriundos de falhas da defesa, extremamente mal posicionada e desatenta durante os 90 minutos.

O início da etapa final criou expectativas positivas, com alguns bons lances de gol e o jogador Everton, do Sport, sendo justamente expulso. Mas desta vez Luxemburgo mostrou que também tem seus dias de Caio Júnior, fazendo substituições que não levaram a nada. Denílson, Francis (?) e Makelele (???) entraram e nada fizeram para alterar o estado das coisas.

Aos 19 minutos, Dutra pôs a pá de cal nas esperanças esmeraldinas. O incrível é pensar que o time pernambucano é tão fraco que, mesmo sem jogar quase nada, o Verdão ainda criou entre os 35 e os 40 minutos três chances absurdas para marcar, desperdiçadas por Makelele, Denílson e Kleber.

Valdívia certamente fez sua pior partida com o manto sagrado, sendo inofensivo. Seja como for, uma derrota doída que merece ser encarada como acidente de percurso. Dos grandes, mas apenas isso, nada além. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima, versos de Paulo Vanzolini na voz de Noite Ilustrada.