“Apagão” custa invencibilidade e vitória no clássico

Não podia ter sido pior. Após um primeiro tempo impecável, no qual o placar de 1 a 0 não refletia a grande vantagem alviverde na partida, o Palmeiras praticamente entregou o jogo nos cinco primeiros minutos da etapa final, tomando dois gols absurdos. Resultado: Corinthians 2×1 Palmeiras, na tarde deste domingo (25) no estádio do Pacaembu, perante mais de 31 mil pessoas.

O gosto amargo na boca se torna mais forte após analisarmos a partida de forma mais minuciosa. Logo aos 37 segundos da etapa inicial, Marcos Assunção bateu falta e exigiu boa defesa do goleiro Júlio César. Aos 8 minutos, Barcos (que hoje teve atuação apenas discreta) perdeu gol feito ao cabecear, livre, para fora.

Aos 17 minutos, o gol. Marcos Assunção recebe livre na intermediária e arrisca chute, que desvia em Leandro Castan (creio eu) e liquida com Júlio César.

A partir daí, o time treinado por Tite até conseguiu maior tempo de posse de bola, mas não criou praticamente nada, enquanto o Palmeiras perdia diversas chances de ampliar o placar em contra-ataques com Valdívia, aos 32 minutos, e com Marcos Assunção, batendo falta aos 37 minutos.

Aos 42 minutos, Márcio Araújo levou cartão amarelo. Seria um presságio negativo do que viria em seguida.

Logo aos 3 minutos, quando o Verdão parecia ainda não ter entrado em campo, cobrança de falta do lado esquerdo da defesa alviverde resvalou no braço de Márcio Araújo e deixou Paulinho livre. O volante não perdoou, empatando a partida.

Sem tempo de sequer respirar, nova falta cobrada pelo mesmo lado da anterior iria encontrar um jogador adversário livre. Márcio Araújo tentou se antecipar e fez gol contra, dando a vantagem ao rival.

Logo a seguir, Felipão faz substituição grotesca, tirando o até então ineficiente Maikon Leite para colocar o ainda mais ineficiente, a partir dali, Ricardo Bueno, que mereceu o nome Coalhada colocado em sua camisa, homenagem ao saudoso Chico Anysio.

Com total isenção, vale ser honesto: o adversário esteve muito mais perto do terceiro gol do que nós do empate, especialmente pelo lado direito de nossa defesa, com Emerson fazendo a festa.

Felipão colocou Pedro Carmona no lugar de Cicinho aos 24 minutos e Arthur na vaga de João Vitor, mas o panorama do jogo não mudou rigorosamente nada. Para que se possa ter uma ideia do que foi esse segundo tempo medonho, nossa primeira chance razoável de gol ocorreu apenas aos 23 minutos, em chute de Valdívia que nem passou tão perto da meta adversária assim.

A última chance de gol ocorreu aos 42 minutos, quando o zagueiro Henrique cabeceou para fora, após cruzamento de Marcos Assunção. Agora, é esperar que as lições desse clássico possam ser assimiladas e o time reaja na hora certa, ou seja, nas fases decisivas dos próximos campeonatos, incluindo este Paulistão.