Ah, se não fosse a Ponte!

Após levar uma chacoalhada do medíocre Vasco de Renato Gaúcho, tivemos de ficar quase uma semana roendo as unhas, esperando o final da 30ª rodada do emocionante, empolgante, sensacional etc Brasileirão 2006. Tão sensacional que, com exceção de um ou outro jogo, temos as moscas e o vento como grande platéia para os “imperdíveis” confrontos. No final das contas, a coisa só não ficou mais feia para o nosso lado porque a Ponte Preta está doidinha para cair, apanhou mais uma (desta vez, do Internacional), e voltou à Zona de Rebaixamento, quatro pontos atrás de nós. Ou seja, mesmo que (toc, toc, toc!) uma derrota nos atinga na partida de quarta-feira, contra o Timão de Leão Tarja Preta, ainda sim continuaremos fora da zona da degola. Menos mal. Mantivemos o “péssimo-quarto” lugar.

O desempenho do Palmeiras está digno de um desses times sem tradição que trocam o elenco inteiro durante o torneio, mais uma dúzia de técnicos, e que estoura champagne ao não ser rebaixado. Com 30 rodadas realizadas, ganhamos 10 partidas, empatamos 7 e perdemos incríveis 13, com 46 gols pró (o que não está nada mal) e absurdos 53 gols contra (antepenúltima defesa do torneio), com saldo negativo de sete gols. Aliás, acredite se quiser: estamos com saldo negativo desde a primeira rodada, algo que, acredito eu, nunca ocorreu com o Verdão em um campeonato tão longo. Nossa distância para o líder do campeonato, que vocês sabem quem é, é de 23 pontos, e 12 nos separam da Zona da Libertadores. A tal da Copa Sul-americana já está a distantes 5 pontos (o Goiás é o “péssimo-primeiro”), sendo os times mais próximos de nós o Atlético-PR (12º), a três pontos, e o Juventude (13º), a dois. Dois pontinhos nos separam de Corinthians (15º) e Fluminense (16º). Ou seja, a vitória contra o time de Parque São Jorge virou questão de honra, de moral, de tudo, em um verdadeiro Clássico dos Desesperados. Uma vergonha para ambos os Parques, que nunca poderiam ficar em situações tão grotescas e distantes de suas tradições.