A vida sem futebol

Art. 130. Após período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção:

I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes.

II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas;

III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte três) faltas;

IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.

Coloquei um artigo da CLT apenas para mostrar que estou mais do que ciente que todos os funcionários no País têm direito a férias (inclusive eu). Num emprego comum, você sai de férias passa as suas atribuições a alguém e as coisas andam. No futebol, não é bem assim…quem poderia, por exemplo, substituir o Valdívia ou o Pierre por 30 dias?

Ninguém. Por isso ficamos sem competições durante esse período. Só então podemos perceber como a vida é chata sem futebol. Pego o jornal, vejo notícias sobre tudo, e apenas especulações sobre futebol, o famigerado “Mercado da bola”. Aos domingos, acordo sem pensar na rodada, não tem nada para assistir na TV, além de programas medíocres e enlatados. Cadê os gols no final da noite?!?!?

Nas rodas dos amigos, a conversa até que flui, mas falta algo. Quem marcou o golaço? E as contas para o gambá cair? Vou tirar sarro de quem? Ah, não dá…jogador de futebol tem mesmo que tirar férias?

Agora chega a Copinha para matar a nossa sede de bola. Mas como podem chamar  de Copinha, um campeonato com 88 times? Acho que nem na falida União Soviética havia um torneio com tantas equipes. Tudo bem, pelo menos é futebol (e com o Palmeiras em campo)…vou pra TV secar algum rival.

Abraço a todos!  

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Ouça abaixo o Torpedo Verde, boletim diário da Rádio Mondo Palmeiras. Hoje, o Goleiro Verde fala sobre a vinda do Elder Granja, a negociação com o Diego Souza, o chapéu nos bambis, a coletiva do professor, e sobre o convidado de segunda…