A Vida dos Outros- Especial Menezes sem Manos

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

*********************************************************************************
E a conta sobrou nas mãos do Menezes, que agora está sem seus manos-1

Bom dia, boa tarde e boa noite, amigo palmeirense do Brasil e do Mundo! A Vida dos Outros deste sábado (24) terá como tema principal o assunto do momento no futebol brazuca: a previsível, mas inesperada neste momento, demissão do treinador Mano Menezes do comando da Selenike. Novela chata e previsível, mas com final em hora esquisita.

Era óbvio que Matusalém Marin I e Único acabaria dando um pontapé nos fundilhos de Menezes Sem Manos mais cedo ou mais tarde. Políticos das antigas e personalistas como ele não admitem herdar pessoas de administração anterior em cargos importantes. Não importa se o cara está acertando ou não. Precisa ser “gente dele”. Entendem?

E Maninho era “gente do Teixeirão I e Único”. Ou melhor, indicação de André Sanche, o adorável comedor de esses, que o ex-imperador da CBFNike aceitou de bom grado. Afinal, como todos sabiam, Ricardinho Ex-Havelange nunca foi exatamente fã de futebol. A praia dele atende pelo nome de negócios lucrativos. O resto sempre foi o resto…

Desde que assumiu o osso, digo, o cargo máximo do futebol nacional, Matusa não perdeu uma única oportunidade de resssaltar a fragilidade da permanência de Mano no comando do “escrete canarinho”. Foram meses de desprezo, humilhação e ironias que poucas pessoas seriam capazes de aguentar. Mas quem pediria demissão de um emprego desses? Poucos, e Menezes Sem Manos não foi uma exceção.

*********************************************************************************
E a conta sobrou nas mãos do Menezes, que agora está sem seus manos-2

A gestão do ex-treinador do small club curíntia durou dois anos e pouco, e nos rendeu dois “importantes” títulos, ambos do tal de Superclássico das Américas, uma das competições mais bizarras já protagonizadas por dois rivais do porte de Brasil e Argentina. Afinal, qual a graça de jogos entre os dois países sem os atletas do exterior, por piores que eles possam ser? Você veria um show do U2 sem o Bono, por exemplo?

Nos torneiros que realmente importavam, Copa América 2011 e Olimpíadas 2012, Mano e os Hulks da vida deram vexame, sendo que a perda da medalha de ouro para o México em Londres entra no elenco das derrotas mais patéticas de todos os tempos. Perder medalha de ouro para o país que criou a frase “jogamos como nunca e perdemos como sempre?” Haja bizarrice!

O engraçado é que, em termos numéricos, teoricamente Mano do Sanche até que não foi mal. Em 40 partidas usando o uniforme da seleça, ele obteve 27 vitórias, 6 empates e sete derrotas. O duro é que as vitórias frequentemente ocorreram contra as Chinas B e Japão da vida, enquanto as derrotas vieram contra Argentina (duas vezes), Argentina, Alemanha e México (viramos fregueses dos criadores das tortillas? Socorro!).

Nesses 40 confrontos, Brother chamou 102 atletas, boa parte deles indigno de vestir a camisa mais importante do futebol de seleções do planeta. Lógico que isso ajudou a criar para ele a imagem de “jabazeiro”, ou seja, aquele cara que eventualmente coloca seus interesses pessoais e o dos seus empresários acima dos critérios esportivos. Lógico que não o estou acusando de nada, mas infelizmente a suspeita sempre ficou no ar.

*********************************************************************************
E a conta sobrou nas mãos do Menezes, que agora está sem seus Manos-3

Bem, como diria o outro, Mano morto, mano posto. E começam as especulações em torno dos desdobramentos da saída do cidadão. A mais óbvia fica por conta do próximo candidato à degola no império de Matusalém Marin e Marco Polo Del Naso, este último dono do nariz mais poderoso do futebol brasileiro neste momento e provável sucessor do amigo mumificado.

Quem apostar na queda de André Sanche nas próximas semanas (se tanto) estará colocando suas fichas no óbvio. Afinal, André bancou Brother Gloria (Menezes) e teve voto vencido na decisão da saída do treineiro, além de deixar claro sua insatisfação com a queda de seu assecla, digo, parceiro.

Além disso, Matusa e Del Naso sempre deixaram nas entrelinhas (e esse tipo de político é rei nessa coisa de dar recados pelas entrelinhas do que dizem) que não são exatamente fãs do amigão de Ducho Medida Incerta. Já surge no ar o nome do eterno Américo Faria, que volta e meia está atuando na CBF, para retornar one more time ao barco/balcão de negócios na vaga de Sanche.

O que pode pesar a favor do ex-presidente do Freguês Fiel é o fato de ele ser amigão de Lula, e de que sua demissão poderia ser considerada uma afronta ao ex-presidente. E por nada desse mundo os dirigentes da CBF vão querer afrontar o poderoso PTleco, que comanda o governo federal. Vamos ver como ficará essa pinimba nos próximos dias/semanas…

*********************************************************************************
E a conta sobrou nas mãos do Menezes, que agora está sem seus Manos-4

Deixei para o fim o maior foco de especulações, que, segundo Sanche, só terá fim em janeiro: quem será o sucessor do Menezes Sem Manos? O nome mais óbvio é o de Luis Felipe Scolari, desempregado desde que saiu de um certo time que todos nós amamos em setembro. Ele tem experiência e envergadura para o cargo, mas vive uma fase horrorosa.

Outro possível candidato, Muricy Ramalho, provavelmente não irá vencer a disputa pelo fato de ter a língua nervosa, o que certamente não deixará o duo Matusa/Del Naso muito satisfeito. E o terceiro candidato, Tite, deve estar esfregando as mãos e dando graças a Deus pela grande oportunidade que lhe foi oferecida.

Ser cotado para o cargo de treinador da Selenike é tudo que Tite poderia desejar nesse momento. E por pelo menos duas razões básicas. A primeira é a óbvia: assumir o cargo mais cobiçado do Brasil justo quando o mundial será realizado por aqui iria coroar a sua carreira. Logicamente se ganhar a competição…

A segunda razão é na verdade o álibi perfeito. Se por ventura o abominável clube que comanda levar uma improvável (mas desejada por nós) traulitada no Mundial da Fifa, ele poderá alegar que perdeu o foco com o possível convite para comandar a Selenike e isso o atrapalhou na hora de comandar o Ultimão. Quer desculpa furada mais bacana para um possível vexame gambático? E caiu no colo do cara!

*********************************************************************************
E vai chegando ao fim o campeonato de pontos corridos que Flávio Canuto ama…

Quem acompanha Mondo Verde (o sucessor de Mondo Palmeiras) sabe dos apoteóticos debates entre Flávio Canuto e seus parceiros de bancada, bancada, bancada acerca do tema “campeonato de pontos corridos”. Eu e o Goleiro Verde sempre fomos contra, e Canuto Boy, um entusiasta desse tipo de contenda.

Pois agora até mesmo o colunista da globo.com é obrigado a admitir que pontos corridos no Brasileirão é uma fria. Que tal um campeonato decidido com três rodadas de antecedência, no qual o time campeão confirma seu título perante menos de 9 mil pessoas? E de uma média de público que consegue ser inferior à do campeonato dos EUA? E que a maior parte dos participantes não tem o que aspirar, mil rodadas antes do final?

E para quem ainda tem dúvidas de se foi bom o Palmeiras vencer a Copa do Brasil e ser rebaixado para a Série B no mesmo ano, fica a pergunta: será que vocês iriam preferir a sina do Botafogo, por exemplo? O clube carioca, só para variar, não disputará a Libertadores em 2013, não venceu campeonato algum e acabará o Brasileiro lá pelo sexto lugar. Só ganharam um Brasileirão (no apito) em 1995, e “no Brasil Cups”.

E o tal do “Galo Mais Lindo do Mundo”? Na verdade, o time deveria ganhar o apelido de Galo Paraguaio, pois desde 1971, quando boa parte de vocês, amados leitores, nem haviam nascido, busca um título que nunca vem. E que, na era dos pontos corridos, ficou ainda mais longe de sua sede em Belo Horizonte. Nem Ronaldinho Gaúcho conseguiu quebrar essa sina. E eles também nunca faturaram a Copa do Brasil.

Vou parar por aqui a comparação com os adversários, pois senão a coisa vai ficar feia para eles. Até mesmo para aqueles arrogantes do Jardim Leonor, que nunca faturaram uma Copa do Brasil e estão há quatro anos sem gritar é campeão. E que, mesmo se vencerem a Sulamiranda, continuarão tão patéticos como sempre. Bom sabadão a todos!

*********************************************************************************
Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc