A Vida dos Outros- Edição 4 (Nova Fase)

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Como ele é cara de pau, mas um dia vai se dar mal-1

Em 1978, fez muito sucesso como parte da trilha da novela global Te Contei? a música Cara de Pau, de autoria de João Walter Plinta, Cesar Rossini e Helio Santisteban e interpretada pela dupla Ana e Angela. Um de seus versos diz: “como ele é cara de pau, mas um dia vai se dar mal”. Daria um tema para certo presidente de clube.

Mais especificamente para o senhor Pieter Eduardo Siemsen, que preside atualmente o Fluminense. Haja cinismo por parte desse cidadão. Ao fim da partida na qual seu clube venceu o Palmeiras por 2 a 1, ele saiu esbravejando feito um alucinado no juízo final.

Além de admitir que peitou após o término do jogo o árbitro da partida, o gaúcho Leandro Pedro Vuaden, algo proibido pela legislação esportiva, o cara afirmou que o erro do juiz foi um “escândalo” e que o chefe da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Correa, tem de renunciar. “Se não sair, é uma vergonha”.

Vergonha, senhor Siemsen, é um clube como o do senhor ter subido da série C para a A do Brasileirão, em 2000, por canetada da cartolagem. Ou ter sido salvo de outro rebaixamento, também na bola, em 2013, de forma até hoje obscura e envolvendo a Portuguesa, que acabou pagando o mico de cair.

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Como ele é cara de pau, mas um dia vai se dar mal-2

Nenhum time recebe o apelido de Tapetense ou Tapetinense por acaso, senhor Siemsen. Ninguém está afirmando nada por aqui, mas faça uma pesquisa entre as torcidas e deduza que seu clube é, ao lado daquele hoje treinado por Tite, o mais acusado de ser beneficiado por arbitragens nos últimos 30 anos, pelo menos.

Agora, ficou claro o porquê ele fez todo esse barulho. Em primeiro lugar, para pressionar por antecipação o árbitro que for escalado para a partida de volta. E em segundo, para tentar injetar ânimo no seu grupo de jogadores, tentando salvar um ano perdido para o clube.

E fica a pergunta: o pênalti em Zé Roberto é até um lance duvidoso, embora o empurrão do zagueiro Gum no nosso jogador possa ser visto de forma clara. E o gol de Amaral, anulado pelo mesmo árbitro no mesmo jogo? No dos outros nunca dói, Doutor? Ana e Angela nele!

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A escuridão chega lá pelos lados do Jardim Leonor

A administração (provisória?) daquele senhor que tem apelido igual a marca de leite não poderia ter se iniciado de forma mais auspiciosa para seus inúmeros adversários, não é, seo Leco? Tomou um chumbo dos peixeiros em pleno Morumba, sem direito a apelação.

O requinte de crueldade ficou por conta do apagão (literal) ocorrido logo no início da partida, quando o estádio ficou no escuro e a partida teve de ser interrompida. Parecia uma piada de humor negro em relação ao atual estado de coisas lá pelo Jardim Leonor.

Durante o jogo, Mico Ceni teve de se abaixar em três ocasiões para buscar a bola no fundo de suas redes, enquanto seus atacantes perderam gols e mais gols. Incluindo aquele, o Chico Xavier, que preferiu ganhar uns trocados a mais e ir para lá e que hoje se mostra o mais arrependido dos seres humanos. Ô, dó!

Pelo andar da carruagem, Doriva, aquele treinador que largou a Ponte Preta na mão por alguns reais a mais e que parece o boneco Falcon (“seus cabelos parecem reais”), não terá vida longa no clube. Em três partidas no comando do SPFC, são duas derrotas e e um empate. Vai limpando a gaveta, meu caro topete boy….

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Pobre Lusinha de Gomão Ribeiro e Raul Bianchi

Enquanto isso, a Lusinha, defendida pelo glorioso Raul Bianchi na década de 1980 e time de coração do amigo Gomão Ribeiro (“O Gol por Inteiro!”) continua sua sina de vexames sucessivos. O clube parece não se cansar de humilhar seu pobre torcedor.

Com mais de 17 mil torcedores presentes no estádio do Canindé, também carinhosamente apelidado de Tamancão pelos rivais, a Portuguesa precisava vencer o Vila Nova de Goiás para voltar à Série B do Brasileirão. Vejam, um time fraco de Goiânia. Só isso.

Pois a Lusa não conseguiu encarar o adversário, e não demorou para tomar dois gols. Ainda faria um, mas sabem o que adiantou? Coisa alguma. No fim das contas, o time treinado por Estevam Fred Flintstone Soares amargará mais um ano na Terceirona.

Mas quer saber de uma coisa? Bem feito para eles. Quem mandou se meter naquela nebulosa situação que acabou lhe rendendo o rebaixamento para a Série B em 2013, que envolveu o Fluminense? Como diria um grande amigo meu, “já que estão no Inferno, que deem uma passada lá no escritório do Capeta”.

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Guerrero e Sheik, a dupla que vai do nada ao lugar algum

Quando contratou a dupla Emerson Sheik e Paolo Guerrero, o Flamengo deu a impressão de que iria lutar pelos primeiros postos no Brasileirão 2015. Com a chegada do treinador Oswaldo Oliveira e uma sucessão de vitórias que os levou ao G-4, isso se tornou realidade.

Doce ilusão. Hoje, o rubro negro carioca amarga um constrangedor 10º lugar no torneio, com inacreditáveis 15 derrotas em 31 partidas e saldo negativo de 4 gols. De quebra, sua próxima partida é no Itaquerão contra os garotos de Empatite. Derrota aparentemente certa.

É preciso explicar uma coisa aos dirigentes do Mengo. Não adianta contratar dois jogadores caros para o ataque se o seu meio-campo conta com jogadores do naipe de Marcio Araújo e Alan Patrick. Aí, meus caros, não há milagre possível. É caixão e vela preta!

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc