A Vida dos Outros- Edição 3 (Nova Fase)

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Acabou a paciência, acabou a paciência, acabou a….

O torcedor alviverde, ou pelo menos uma ala significativa deles, possui a tendência de achar que só ele sofre, ou que só o time dele dá vexames e pisa na bola. Essa tendência levou mesmo ao fim provisório dessa coluna, tal o mau humor com que ela era recebida em ocasiões nas quais nosso Alviverde Imponente perdia.

Mas quer saber? Acabou a paciência. Agora, com vitória ou derrota do Verdão, A Vida dos Outros estará no ar, sempre às quintas-feiras. Gostou? Beleza. Não gostou, basta não ler. Afinal de contas, isso aqui é uma publicação totalmente despretensiosa e que só quer mesmo tirar uma onda dos adversários, que se acham tão poderosos.

Não fazer isso é cair na velha síndrome de Hardy, aquele personagem de animação para o qual tudo sempre estava ruim, com sua frase clássica “oh, vida, oh, azar”. Desopilar o fígado é preciso. E se eles, rivais, apanham e mesmo assim nos alugam, por que não fazer o mesmo?

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A patética saída de cena do apequenado Aidar-1

Após um ano e meio no comando do time do Jardim Leonor, Carlos Miguel Aidar sai de cena da forma mais patética possível. Pela porta dos fundos, na correria, sem nem ao menos tentar se defender das acusações feitas por seu ex-vice Ataíde Gil Guerreiro.

Nesse curto período de tempo, Titia Aidar enfiou os pés pelas mãos o tempo todo. Achou que havia nos dado um chapéu ao levar para o seu elenco Chico Xavier e Turma do Pagode. Pelo desempenho dos dois no “Amado Clube Brasileiro”, dá para se ter uma ideia do tamanho dos abacaxis que jogamos para o lado de lá do muro. Demos sorte…

De resto, o timinho dele só deu vexames, e mantém sua escrita de não ganhar nada desde 2008. Ou será que alguém aí defenderá o título da Sulamericana de 2012, ganho sem que a partida final fosse completada? Nem a gambazada ganhou um título tão picareta.

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A patética saída de cena do apequenado Aidar-2

Na verdade, Vai Dar só saiu de cena porque caiu na besteira de brigar com um cachorro grande da política são-paulina, o impagável Juvenal Juvêncio, que apoiou a sua candidatura e foi traído pelo apadrinhado pouco tempo depois. Traição digna daqueles filmes de máfia.

No entanto, Juju (como foi apelidado pela mídia esportiva) não teve dúvidas ao soltar a frase ameaçadora: “ele não sabe o que o espera”. E não sabia mesmo. Agora, fica no ar a pergunta: porque Aidar renunciou, ao invés de se defender das acusações feitas contra ele?

Ao sair quase (quase?) que correndo da presidência tricolor, ele deixa no ar o clima de que houve o chamado “acordão”: “você se manda e a gente deixa essa acusação ir para o limbo”. O curioso é saber que quem está tirando ele do poder é o mesmo grupo que o colocou lá.

Ou seja, no fim das contas, o que mais importava na política das fãs de Kaká Com Dentes era apenas trocar o mandatário, independente dos prejuízos auferidos pelo clube. O poder é o que fala mais alto. Tomara que tudo fique por isso mesmo por lá, pois certamente esse time permanecerá por baixo, que é o seu lugar.

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Oswaldo Oliveira de volta ao Verdão? Só faltava essa...

O torcedor alviverde é conhecido por ser passional. Aliás, acho que praticamente todos os torcedores de todos os clubes brasileiros sofrem desse mal, em maior ou menor grau. Mas alguns se superam. Dá para acreditar que existam aqueles que desejam a volta de Oswaldo Oliveira ao comando do nosso amado Palmeiras?

Nada contra. Cada um tem a sua opinião. Mas fica difícil apoiar tal desejo, se levarmos em conta a performance do fã do finado Chet Baker no comando do Flamengo. Após um início apoteótico, o time despencou ladeira abaixo, e só não cai mais na tabela por que está todo mundo apanhando naquela região da classificação.

A última façanha de Oswaldinho foi tomar uma traulitada do Figueirense pelo placar de 3 a 0. Fora o baile. Graças à vitória, o Figueira conseguiu momentaneamente sair da zona do rebaixamento do Brasileirão. Pelo visto, não somos só nos que incorporamos o espírito de Robin Hood no futebol brasileiro…

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Teria Doriva feito a troca certa no Brasileirão?

Ambição é um sentimento legítimo, mas que, às vezes, pode levar o cidadão a cometer tropeços daqueles. O mais novo protagonista dessa tendência é Doriva. Após ser demitido do Vasco da Gama ainda no início do Brasileirão, ele conseguiu um emprego na Ponte Preta.

O ex-treinador do Ituano conseguiu arrancar uma boa reação do time campineiro, e parecia recuperar seu prestígio. Até que recebeu o convite da Tia Aidar para assumir a vaga de Juan Carlos Osorio. Sem pestanejar, ele deixou a Ponte na mão e voou rumo ao time rosa. Seu terceiro time em um mesmo campeonato…

Seu início não poderia ser menos animador. Além de perder por 2 a 0 para o Fluminense, viu a Ponte Preta arrancar uma vitória do Palmeiras em plena Allianz Parque. Não teria sido melhor para ele manter o emprego até o fim do ano, para depois aspirar algo maior?

Vamos ver como a coisa vai rolar nas próximas semanas. Doriva já tomou dois solenes bicos nos fundilhos, do Atlético Paranaense e do Vasco. Será que tomará o terceiro do time que o revelou como jogador? Nem sempre o chamado “zoião” costuma se dar bem….

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc