A Vida dos Outros- Edição 2 (Nova Fase)

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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José Ilidio Lico e o malvado do vinho

Já ouviu aquela expressão “vergonha alheia”? Pois ela me veio à mente ao ver esta semana entrevista de José Ilidio Lico, que era presidente da Associação Portuguesa de Desportos quando aquela agremiação caiu para a Segundona do Brasileirão, em 2013.

Lógico que ninguém tem como provar nada. Mas ficou no ar a sensação de que o Fluminense soube se aproveitar com maestria de uma “tecnicalidade” para se livrar da queda que ocorreu no campo, e que poderia ter ocorrido uma negociata suja nos bastidores.

Nas semanas que se sucederam, Lico baixou o cacete no time carioca, e o acusou de tramar tudo. Pois bem. Agora, o ex-mandatário luso foi à sede do Fluminense pedir desculpas ao atual presidente de lá. Pior: colocou a culpa no vinho e no mordomo, digo, na imprensa.

Explicando melhor: Lico teria tomado umas e outras, e dado a declaração para um jornalista, que a publicou. Ficou o dito pelo não dito. Mas também fica no ar uma suposição: teria sido o humilhante desmentido uma exigência do clube carioca, para que o ex-dirigente não tomasse um baita processo nas fuças? Bem, provavelmente nunca saberemos. Só se o vinho falar de novo…

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Seria ética uma palavra conhecida no Jardim Leonor?

Não precisa se afobar. Mais abaixo comentaremos a abrupta saída de Dom Ossôrio dos domínios daquele clube do Jardim Leonor. Agora, é a vez de mergulharmos no depois. Nem bem o treineiro colombiano havia anunciado sua fuga do hospício tricolor, e já estava anunciado o seu sucessor. Coisa rápida, mesmo.

O bacana é que o nome escolhido e definido para assumir os leonores é ninguém menos do que Doriva. Sim, que estava empregado e treinava a Ponte Preta, após ter iniciado a competição comandando o Vasco da Gama, clube que o demitiu após uma série de derrotas.

O ex-volante brucutu, que sabe-se lá porque até na seleção brasileira esteve, nem pestanejou ao ser convidado. O time campineiro ficou com cara de bolacha Maria, e sem seu profissional. A ética de Madame Aydar continua a mesma dos tempos de “Chico Xavier”, aquele atacante de quem ninguém mais se lembra.

Os treinadores costumam reclamar horrores de como são tratados pelos clubes, levando o bilhete azul após algumas derrotas. E como ficam profissionais como Eduardo Batista e Doriva, que largam seus clubes na mão à primeira promessa de salários mais polpudos? É como dizem lá na Cohab 100: chumbo trocado não dói…

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Osorio se manda sem dar tchauzinho para Madame Aydar

É, minha gente, não era jogo de cena, não. Juan Carlos Osorio se mandou mesmo do time sediado no glorioso Jardim Leonor. E nem se deu ao trabalho de falar com a imprensa. Convocou a turma, leu um comunicado e pronto. Rumo à seleção mexicana.

Foram pouco mais do que quatro meses encarando as mentiras tricolores, com direito a venda por atacado de jogadores, salários atrasados, sms da própria presidência cobrando resultados e a convivência com gente da chamada marca barbante (líder da Turma do Pagode, presente!).

O legal foi a parte final do comunicado, no qual Ossôrio agradece até mesmo o cara que cuida da grama do CT cor de rosa. Menos Madame Aydar. Foi o chamado tapa na cara com luva de pelica com bigorna dentro. Tremo só de pensar o que o presidente tricolor pensou na hora.

Vale aguardar os próximos meses para vermos se algum treinador estrangeiro terá a coragem de trabalhar nessa baderna que atende pelo nome de futebol brasileiro. Se por ventura ligarem para o “profe” colombiano pedindo conselhos, até imagino as respostas…

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A briga das tias no melhor estilo telecatch rolou mesmo?

O grande evento das meninas de Laudinho, como diriam os antigos, ficou mesmo por conta de uma suposta briga na base de tapas e socos entre as titias Aydar e Guerreiro. Um, presidente do clube. O outro, vice-presidente de futebol. Coisa digna de time de várzea.

Há não muito tempo, os torcedores desse clube adoravam avacalhar seus adversários, afirmando que por lá tudo se resolvia entre quatro paredes, sem baixaria, sempre na base da classe. Pelo visto, essa época já passou há muito tempo. Virou passado.

Se rolaram mesmos os “tapas e beijos”, não dá para dizer, pois não temos registros de áudio, vídeo etc. Mas dá para duvidar que isso seria possível de ocorrer? Principalmente levando-se em conta as declarações de ambos na imprensa nos últimos meses?

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Todo mundo quer saber da seleção brasileira. Só que não…

O titio Chacur que vos tecla é de um tempo no qual os torcedores comemoravam o fato de ter maior número de jogadores na seleção brasileira de futebol do que seus adversários. Titio Raul Bianchi também é desse tempo, e se lembra disso muito bem.

Quando a maionese desandou e virou esse guisado podre e desagradável dos tempos atuais? Certamente o início foi em 1982, quando vários jogadores daquele time pipoqueiro se mudaram de mala e cuia para a Itália, país que nos eliminou da Copa realizada naquele mesmo ano na Espanha.

Os novos tempos se consolidaram nos anos 2000, com jogadores cada vez mais desconhecidos sendo convocados e a tal de amarelinha ficando cada vez mais distante de nossos torcedores. Seleção virou sinônimo de balcão de negócios.

Não sei você, mas eu certamente pouco me importo com o que os comandados de Dunga farão nesta quinta (8) contra o Chile, partida inicial das eliminatórias da Copa de 2018, na Rússia do democrata Vladimir Putin. Se ficar de fora, é até melhor. Senão, tanto faz….

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc