A Vida dos Outros- Edição 07 (Nova Fase)

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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A invejável aula de gestão do clube do Jardim Leonor-1

Houve um tempo, especialmente na primeira metade da década de 1990, em que aquele clube situado no Jardim Leonor era tido como “exemplo de organização e de gestão”. Ganhavam tudo, crises passavam longe de lá, o céu, enfim.

Essa era, pelo visto, já era. E faz tempo. Basta contabilizar os títulos conquistados por “elas” nos últimos sete anos. Um, apenas um, e ainda assim naquela base, a famosa Copa Sul Americana em que a partida final não teve segundo tempo. Um horror.

Uma prova dessa já extensa fase de vacas magras ou inexistentes pode ser constatada pela forma como os treinadores tem entrado e saído do comando do elenco integrado por Chico Xavier e Líder da Turma do Pagode. O ano começou com Muricy Ramalho.

Alguém poderia imaginar que o treinador, prata da casa e com belo currículo de conquistas, acabaria saindo fora por não conseguir segurar a onda? Pois foi exatamente o que aconteceu. Ele pediu o boné para não ir parar no cemitério antes da hora….

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A invejável aula de gestão do clube do Jardim Leonor-2

Sem Muricy, entrou em cena o eterno interino Milton Cruz. A direção tricolor apontou que iria atrás de um consagrado treinador internacional, e nomes de grande porte foram especulados pela imprensa. Só faltou citarem o Guardiola e o Mourinho… Até que chegou por aqui Juan Carlos Osorio.

Com todo o respeito, o colombiano era tipo o quinto ou sexto da lista, e não estava com essa bola toda. Seja como for, recebeu toda a badalação por parte da imprensa, com direito a confetes por todos os cantos. Só que não demorou para o cara perceber o tamanho da arapuca na qual havia caído.

Perdendo jogadores e sendo assediado via torpedos telefônicos, entre outras coisas, “Ossôrio” obviamente começou a mexer os seus pauzinhos para uma saída pela esquerda. E isso ocorreu quando surgiu o convite para dirigir a seleção mexicana. Bye, bye, tricolor!

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A invejável aula de gestão do clube do Jardim Leonor-3

Sem o treineiro colombiano, o que Titia Aydar resolveu fazer? Ao invés de jogar simples, colocando o glorioso Milton Cruz de volta até conseguir contratar alguém com o mesmo perfil do antecessor, o dirigente preferiu apostar em alguém com estilo totalmente diferente.

Pior: escolheu alguém empregado. Doriva estava na Ponte Preta, ele que já havia dirigido o Vasco nesse mesmo Brasileirão 2015. O profissional, ambicioso (zoião?), resolveu deixar o time campineiro na mão rumo ao Jardim Leonor. “É a chance da minha vida”, pensou.

O que ele não poderia adivinhar é que, poucos dias depois de assumir o comando técnico do time, o cara que o contratou acabaria renunciando ao cargo. No seu lugar, entrou o glorioso Leco, disposto a limpar a área de amigos e indicados por Vay Dar. Aí…

Era de se esperar que Doriva não iria conseguir emplacar 2016 no cargo, especialmente se não conseguisse classificar o time para a Libertadores, torneio no qual, por sinal, o antes Soberano vem sendo uma verdadeira máquina de vexames nos últimos anos. Mas…

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A invejável aula de gestão do clube do Jardim Leonor-4

Para piorar as coisas, Doriva Falcon (lembra muito aquele boneco dos anos 70, o do “e seus cabelos parecem reais”) começou a apanhar uma partida atrás da outra. Ironicamente, dizem que uma das razões pelas quais foi contratado era seu retrospecto positivo contra o Santos, contra o qual seu time jogaria no mata-mata da Copa do Brasil.

Ele acumulou duas derrotas vexatórias para os peixeiros, além de perder para Fluminense e Cruzeiro, empatar em casa com o Vasco e vencer apenas Sport e Curitiba em casa pelo Brasileirão. Um aproveitamento de 33% no total, digno do time rebaixado.

Mas demissão a quatro partidas do fim do campeonato? Ninguém esperava. Doriva se mandou puto da vida, o eterno Milton Cruz entrou de novo em cena e ninguém sabe o que acontecerá até o fim do campeonato. E vem mais bagunça por aí. Que exemplo de organização…

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Seo Kleina quase chegou lá, mas ficou no quase

Encaro o Brasileirão de pontos corridos como uma espécie de BBB dos treinadores. Vinte cidadãos começam o torneio empregados. No fim das contas, quase ninguém permanece em seus cargos, independente do tipo de clube envolvido- grande, pequeno, em ascensão…

Após a rodada de número de 34 do Brasileirão 2015, sobraram apenas dois nomes que se mantém desde o início da competição no comando de seus clubes. São eles Tite, do time do Itaquerão e de André Sanche (o adorável comedor de esses) e Levir Culpi, comandante do Atlético Mineiro.

A medalha de bronze ficou com o nosso querido Gilson Kleina, que conseguiu se manter durante 34 rodadas no Avaí. Sabe Deus porque, pois a campanha do time catarinense durante a competição foi sempre sofrível, mantendo-o próximo do temido Zê menos quatro.

O regulamento do próximo Campeonato Paulista terá uma cláusula tentando reprimir essa intensa dança das cadeiras durante o torneio. Será que irá pegar? Enquanto isso, façam as suas apostas de quem irá emplacar 2016 nos clubes onde trabalham atualmente.

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc