A vida dos outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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“Não é mole, não, o Brasileiro virou obrigação”- 1

A meia-dúzia de um ou dois que lêem fielmente (ops!) esta coluna certamente se lembram deste título, que iniciou minhas mal traçadas linhas de Word na edição anterior de A Vida dos Outros. Pois bem.

Era óbvio que o final dos Manos do Menezes na Liberta seria esse, ou seja, vexame e desclassificação. Mas é inegável que a cada nova oportunidade os caras fazem tudo para superar o fiasco anterior. E dessa vez não foi diferente. Porque o Parque Seo Jorge em termos de piada pronta é igual padaria em relação a pãozinho: tem quentinho e a toda hora.

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“Não é mole, não, o Brasileiro virou obrigação”- 2

Começa pela primeira providência tomada por André Sanche, o adorável amigo de Raul Bianchi e devorador de esses. O Mano sambou? O Duchão vai sair fora? O Roberto Carlos genérico dançará? Não, é óbvio que não. Sabem o mordomo, que sempre levava a culpa nos filmes antigos de mistério? Pois no caso do time da camisa forro de caixão (© Raul Bianchi), sobrou para Valmir Cruz, Antonio Bona e Marcos Silva, responsáveis pela preparação física. Será que foram eles que fizeram o Ducho comer como se não houvesse amanhã e fumar feito uma chaminé atômica, por exemplo?

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“Não é mole, não, o Brasileiro virou obrigação”- 3

Aliás, Mister Costas Largas deu show de bola na entrevista coletiva que concedeu à imprensa na última quinta-feira (6). Duas frases foram antológicas. A primeira: “o povo está comigo, o corintiano está comigo”. A outra: “Fizemos todo o possível na Libertadores e a torcida entendeu; claro que deu alguma coisa errada, mas se soubéssemos o que era, teríamos corrigido”. No primeiro caso, deixem esse timinho apanhar as primeiras partidas no Brasileirão para a turba dar a ele o tipo de apoio incondicional que já deu a jogadores como Edílson, Douglas e outros do gênero… No segundo, é de rolar de rir. O máximo possível era chegar nas oitavas de final, gastando a fortuna que gastaram? Enfim, tenho de concordar com ele. Não dava mesmo para passar disso. Sina é sina e vice-versa.

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“Não é mole, não, o Brasileiro virou obrigação”- 3

E isso é só o começo. O diretor de futebol Mário “Gordobbi” já mandou avisar que não só renovou contrato com Raul Bianchi Cover como também promete vender jogadores para equilibrar seu orçamento. “Tínhamos um planejamento pronto até 18 de agosto, mas nesta semana soubemos que esse plano terá de ser revisto”, afirmou o dirigente à imprensa. Logo, preparem-se para (aí, sim) um daqueles desmanches clássicos. E para encerrar o assunto: precisa avisar para esse timinho que melhor campanha na indigente primeira fase da Libertadores até o Atlético Paranaense já fez, e ninguém ganha troféu por isso.

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“Não é mole, não, o Brasileiro virou obrigação”- versão rosa

Enquanto isso, em um certo Jardim Leonor Rosa, a piada pronta começa a tomar forma, também. Pelo quinto ano consecutivo, as meninas de J. J. Whisky vão encarar um time brasileiro em fase de mata-mata da Taça Libertadores da América. Pelo segundo ano seguido, esse adversário será o Cruzeiro, que está jogando pelo menos cinco vezes melhor do que elas, que passaram na bacia das almas pelo horroroso Universitário do (epa!) Peru. Para tentar fugir desse destino inevitável, trouxeram Fernandão, que já foi bom pacas, mas que não joga uma partida que preste há pelo menos três anos. É o reforço de número 12 do Tricolixo em 2010. Já estou esfregando as mãos e colocando a cerveja para gelar…

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E o desejo de Leão Tarja Preta não se realiza por completo

Agora treinando o Goiás (pobre Wendel!), Leão Tarja Preta, ídolo máximo de Flávio Canuto, soltou uma boa esta semana. Quando Fernandão falou pra ele que errou ao voltar para o Goiás (time que o ex-goleiro agora comanda), a resposta foi clássica: “entendi, mas disse a ele: ao menos, vá a um clube do qual eu possa pegar três jogadores”. Ele se referia aos dois Paraíbas (Marcelinho e Carlinhos) e Leo Lima, que o time de Rogério Cênico pensava em empurrar para o time goiano. O jogador seguiu seu conselho e virou o novo Rosinha do pedaço. Só que, no fim das contas, Tarja Preta acabou ficando só com Carlinhos, pois o Goiás preferiu arrancar das frangas o que de fato interessa, que é dinheiro, e não mais refugos para agregar a seu elenco já não muito recomendável.

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos freqüentadores de Mondo Palmeiras! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc

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