A vida dos outros

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Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Ai, essa Lusinha me trinca de vergonha, ora, pois, pois- 1
Tudo bem que futebol é um esporte movido a paixão. Que os torcedores freqüentemente pensam com tudo, menos com o cérebro. Que de forma muito frequente se deixam levar pelos impulsos mais primários na hora de se manifestar. Mas até isso deveria ter limite. E se há uma torcida na qual essa noção de limites se mostra praticamente inexistente, é a da Lusinha. Ou alguém aprova o que os tais conselheiros do clube do Canindé fizeram na noite de terça-feira, após a Portuguesa de Desportos perder em casa para o Vila Nova de Goiás pelo placar de 2 a 1?

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Ai, essa Lusinha me trinca de vergonha, ora, pois, pois- 2
Pois os caras invadiram o vestiário dos jogadores portando armas, e os ameaçaram na cara dura. Especialmente o atacante Edno, por sinal um dos melhores do elenco atual. E o que conseguiram com tal atitude estabanada, além das manchetes de todos os programas sensacionalistas de tevê e rádio? Deixar o elenco ainda mais “atrapalhado das ideias” e levar Edno a pedir para sair do clube. Ah, e também levar a simpática Lusinha a ser alvo de chacota por parte de todos os outros clubes do Brasil, e até por quem não liga para futebol.

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Ai, essa Lusinha me trinca de vergonha, ora, pois, pois- 3
Mas ao menos teve alguém que saiu de cabeça erguida dessa baderna toda. Foi o competente, honesto e sério técnico Renê Simões, que em termos visuais é uma mistura do Seo Madruga do Chaves com o lendário humorista americano Groucho Marx. Além de repudiar de forma veemente a baderna logo após a mesma ter ocorrido, em entrevista coletiva, ele pediu o boné e se mandou do hospício, digo, clube situado no bairro paulistano do Pari. Atitude digna e mais do que sensata. Afinal, os dirigentes da Portuguesa ainda tentaram dar a entender que aquilo foi apenas um “incidente sem maiores conseqüências”. Como diria Didi Mocó, meu filósofo favorito e seguido religiosamente por Raul Bianchi, “é fria, é fria” !

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Sonha, sonha, Marcelino, digo, Manos do Menezes…
Um antigo filme italiano chamado Marcelino Pão e Vinho, que contava a história de um menino pobre, tinha como tema uma música cuja início era “sonha, sonha, Marcelino….”. Eis o que os Manos do Menezes andam fazendo bastante, nos últimos dias. Alguns de seus dirigentes espalharam que seu timinho tem interesse por Valdívia, e que o clube teria até procurado o agente do craque chileno. Precisa dizer para esse povo que primeiro de abril só tem de novo daqui a oito meses. É mais fácil o Gambazinho Carioca vestir o manto sagrado alviverde do que o Mago ir treinar lá no tal Parque Ecológico, fugindo de cobras e ratos e perdendo bolas para os trombadinhas. Enfim, sonhar é de graça. Ainda!

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Flu-Flu: faltam 17 partidas para a Segundona!
Enquanto isso, aquele clube que conseguiu perder Libertadores em casa para o patético time da LDU e nem chegar às fases decisivas do “competitivo” campeonato carioca deste ano prossegue sua marcha rumo à segundona. No último final de semana, dependeu da ajuda de um atacante trapalhão do Barueri para não perder mais um jogo em casa. Atualmente lanterna, está com 16 pontos, a seis do primeiro clube fora da G menos 4. Usando aquela estratégia do Zagallo na Copa de 1994, podemos afirmar que, pelo andar da carruagem enferrujada tricolor, faltam 17 partidas para o time carioca ir para o brejo da segunda divisão do Brasileirão. Só 17…….

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser, e ele há de querer! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição para a coluna!

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