A vida dos outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

A hora de tripudiar, ou o futebol é “cítrico”-1
Até que demorou, mas finalmente chegou a hora de a gente ver o time do Jardim Leonor entrar em parafuso. A “imprensinha” tentou dar uma força, valorizando excessivamente a vitória de 2 a 0 contra o fraco Náutico obtida por Ricardo Gomes em sua estreia no clube tricolor(vermelho, preto e rosa). No entanto, a casa dos leonores começou a cair, e, pelo visto, agora é para valer. Depois de tomar um baile do Galo de Celso Roth e sofrer sua quarta derrota no Brasileirão 2009, “elas” ocupam a posição de número 15 no campeonato. Pertinho da zona de rebaixamento. A apenas um ponto dela.

A hora de tripudiar, ou o futebol é “cítrico”-2
Confiram os números do nosso maior inimigo no campo do futebol. Após 11 rodadas, venceram duas partidas, empataram cinco (só isso se manteve dos “velhos tempos”) e sofreram quatro derrotas. O ataque (de riso?) fez onze gols, enquanto seu sistema defensivo tomou treze, com saldo negativo de dois gols. Todas as derrotas foram no campo do adversário. As duas vitórias magras foram obtidas em casa, e três dos empates, também. Fora, só conseguiram dois pontinhos, em dezoito disputados.

A hora de tripudiar, ou o futebol é “cítrico”-3
Enquanto Ricardo Gomes aparenta estar mais perdido do que passageiro do metrô às 18h na estação Sé, o elenco mostra suas garras, com jogadores como Hugo criticando Muricy Sem Dentes, agora que o mesmo não é mais o seu comandante. Assim é fácil ser “corajoso”…. Até o outrora falante MAC Anão anda meio quieto, comparado com sua postura falastrona de tempos recentes. E aí, pessoal? O São Paulo Futebol Clube não era o exemplo de organização? Aquele que não erra nunca? Aquele que ganha tudo, e cujos dirigentes pensam sempre séculos à frente de todos os outros?

A hora de tripudiar, ou o futebol é “cítrico”-4
A verdade é a seguinte: o SPFC (saco de pancada futebol clube) teve um ano perfeito, o de 2005, e desde então, só conseguiu ganhar o tri brasileiro graças a ajudas externas e à inegável competência de seu treinador, que se não vale 600 paus por mês, é um dos melhores e mais trabalhadores do Brasil. Ao substituí-lo por um mané qualquer, o tricolixo provou que Raul Bianchi, filósofo seguidor da linha Didi Mocó, tem toda a razão do mundo: o futebol é cíclico (ou “cítrico”, como Flávio Canuto gosta de avacalhar). A fase boa um dia acaba. E não tenho medo de afirmar: os dirigentes atuais do Jardim Leonor FC estão no mesmo nível dos das equipes rivais. Nem mais, nem menos.

A hora de tripudiar, ou o futebol é “cítrico”-5
Era inevitável isso ocorrer. Há muito a equipe do estádio Cícero Panetone de Toledo vem errando feio em suas contratações. Vide o “combo” que veio do Fluminense, cujos Arouca, Júnior Cesar e Washington estão sendo retumbantes fracassos. E nem mesmo as tradicionais ajudas da arbitragem tem conseguido resolver a situação. Posso queimar a língua, mas pelo andar da carruagem, esse Ricardo Gomes não dura muito, e o time que hoje dirige vai disputar no máximo a Copa do Brasil e a Sul-americana em 2010. Ou, vai saber, a série B…

Semana que vem tem mais, se Deus quiser, e ele há de querer! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição para a coluna!

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