A Vida dos Outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Ascensão e queda de Leão Tarja Preta no Reino do Whisky – 1
Era mais do que previsível, mas aconteceu de forma inesperada. Na última terça-feira (26), os setoristas da imprensa no SPFC (Saco de Pancada Futebol Clube) aguardavam o técnico Emerson Leão para mais uma daquelas entrevistas coletivas mornas e sem sal.

No entanto, aquela não só teria um tema bombástico, como ganharia as manchetes dos cadernos esportivos. O treinador comunicou, rapidamente, que havia sido demitido. Levado um solene bico nos fundilhos. Estava na rua.

Contrariando seu temperamento outrora virulento e ácido, Tarja Preta saiu com o rabo entre as pernas. Ele comentou sobre o célebre Jonathain Doin Affair e sobre a saída de forma telegráfica.

“Foi um momento de divergência séria. Eu não concordava e banquei o atleta como titular da equipe. Sobre a saída, não foi surpresa para mim”.

A saga do treineiro em sua segunda passagem pelo Tricolixo do Jardim Leonor provavelmente daria um livro. E A Vida dos Outros fará um pequeno resumo dessa história deliciosa. Para nós, seus adversários.

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Ascensão e queda de Leão Tarja Preta no Reino do Whisky – 2
Lá pelos idos de outubro de 2011, afundando no Brasileirão e mesmo assim ainda achando possível salvar o ano. J. J. Whisky resolveu apostar em Leão Tarja Preta, que estava desempregado há mais de um ano, para a tarefa hercúlea. Ninguém mais se lembrava dele.

Assinando um humilhante contrato tampão, Tarja Preta obviamente não conseguiu realizar o objetivo de seu etílico presidente. No entanto, a diretoria tricolor pensou ser uma boa ideia mantê-lo para a temporada 2012. E assim foi.

O presidente da Jack Daniels, digo, do São Paulo, afirmou que a culpa não era do treineiro, e sim do elenco, e resolveu promover uma reformulação em seu elenco.

Entre o fim de um ano e o começo do outro, Jay Jay desandou a mandar gente embora e contratar outros na base do pacotão. Chegou a apresentar seis atletas ao mesmo tempo.

Um desses contratados foi um certo Paulo Miranda, que posteriormente seria um dos bodes expiatórios em relação às fracas campanhas da equipe no primeiro semestre.

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Ascensão e queda de Leão Tarja Preta no Reino do Whisky – 3
Badaladíssimo pela imprensa, o tal “elenco de primeira linha” do time rosa choque não deu nem para o começo. No Paulistão, foi eliminado na semifinal pelo Santos de forma incontestável e triste. Na Copa do Brasil, tomou um verdadeiro passeio do Coritiba nas semifinais.

De quebra, viu peças importantes de seu elenco virar areia. O volante Fabrício, por exemplo, nem chegou a jogar direito, e ficou claro que ele foi contratado já contundido. Não entra mais em campo em 2012.

Paulo Miranda, o nosso conhecido Jonathan Doin, acabou virando alvo de uma bizarra crise entre Tarja Preta e a diretoria. E o tal de Jadson, tido como “craque”, também não jogou absolutamente nada.

Na semana passada, J.J. Whisky já dava a dica de que demitiria Leão em breve, quando definiu seu trabalho como razoável. Ao consumar o ato, tripudiou em cima do treineiro.

“O São Paulo estava entrando em campo desarrumado, torto”.

Resultado: Milton Cruz assume como interino e o clube do Jardim Leonor inicia a procura por mais uma vítima, digno, profissional para assumir o cargo. Pode até ser que sobre para o eterno auxiliar, que, se assumir como treineiro de fato, corre o risco de tomar um vermelhinho em breve e perder seu emprego de anos e anos.

Mas o melhor eu deixei para o fim. J.J., provocado pelos jornalistas, afirmou que seria um ótimo técnico. E foi além:

“O Brasil não é muito brilhante em técnicos. Há treinadores com nome, mas eles têm problemas de outra ordem. É muito difícil isso no São Paulo, é penoso”.

É por essa e por outras que amaria se J.J. Whisky ficasse pelo menos uns dez anos na presidência do Tricolixo. Dessa forma, ele pode não agradar a seus torcedores, mas certamente fará a alegria das torcidas adversárias, a alviverde inclusa. E tomara que ele vire o técnico!

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Seria Romarinho o Fernando Baiano da nova era?
A imprensa esportiva poderia ao menos disfarçar a enorme torcida a favor daquele certo small club situado na marginal sem número. Na Libertadores 2012, a coisa tomou ares absurdos.

O tal de Romarinho, ao fazer o gol de empate na partida de ida da final da Liberta, na Bombonera, parece ter se tornado o novo sucessor de Lionel Messi, tamanha a festa feita em torno dele.

Matérias e mais matérias sobre o jogador infestam a mídia nos últimos dias. Além disso, rola a certeza de que, na partida de volta, o Ultimão irá ganhar facilmente do Boca Juniors. Afinal de contas, o empate “heroico” no campo adversário já garantiu o título, não é mesmo?

O zagueiro Leandro Castán até tripudiou em cima do adversário, dizendo que eles irão “conhecer o Pacaembu”. Vale lembrar ao zagueiro de Empatite que o River, o Flamengo e o Tolima conhecem bem esse estádio…

Tudo pode acontecer no jogo da próxima quarta-feira, até o clube presidido por Bolinha Gobbi ser campeão. Mas que tem cheiro de tragédia no ar, ah, isso tem…

E quanto ao tal Romarinho: lembram do Fernando Baiano? Era um centroavante desconhecido que fez uns gols na Liberta para o small team e virou celebridade instantânea na imprensinha. Cadê ele? Cadê o título que ele iria conquistar? Com a palavra, o tempo…e o Boca!

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Secretário da Segurança dá mau exemplo e cidade pena!
É consenso nacional que a torcida mais chata do Brasil (e provavelmente do mundo) é a do small club alvinegro. E a coisa piora de figura quando por ventura o torcedor ocupa a “elite política”.

Nos últimos meses, São Paulo passa por uma assustadora onda de violência, com direito a arrastões em restaurantes e chacinas na periferia da cidade, estas últimas possivelmente envolvendo a sinistra organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ou seja, trata-se de momento no qual os governantes precisam estar atentos e atuando 24 horas por dia, não é mesmo? Bem, pelo visto não é essa a opinião de Antonio Ferreira Pinto, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Enquanto a coisa pega fogo em Sampa City e arredores, o cidadão viajou para Buenos Aires com o intuito de ver a partida entre Boca Junior e Ultimão. Dá para encarar?

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o cara de pau não só admitiu que foi mesmo ver o jogo como que a situação na capital estava “sob controle”. Da bandidagem, será?

De quebra, disse que tirou “licença oficial” de dois dias e que mantinha contatos constantes com seus comandados. Então, tá, secretário. Viva o curíntia, e a cidade que se dane! E viva o país mais surreal do mundo, com seus Matusaléns Marins, AF Pinto e quetais!

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio, etc…