A Vida dos Outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Copa do Brasil e São Paulo Futebol Clube: nada a ver! – 1
E não é que certas escritas parecem fadadas a nunca serem quebradas? Ao contrário do que a mídia imaginava, o São Paulo Futebol Clube não conseguiu superar o Coritiba, e mais uma vez sai fora da Copa do Brasil, título que nunca conquistou.

E olha que as meninas de J. J. Whisky seguiram direitinho o script produzido pela imprensa especializada. Sem ter como prever algo no imprevisível esporte chamado futebol, eles sempre se valem de regras fechadas que acreditam ser inquestionáveis.

“Se o São Paulo vencer sem tomar gol em casa, estará com a classificação muito bem encaminhada”, diziam esses comentaristas profissionais aos quatro ventos, no melhor estilo Mãe Dinah.

Quando a equipe rosa-choque venceu o jogo de ida na bamba, como dizia meu saudoso pai Fuad Chacur, todos não perderam tempo. “Vai ser muito difícil o Coritiba superar essa diferença”.

Pois a bola rolou no estádio Couto Pereira, em Curitiba, e essa lógica se mostrou consistente como um castelo de cartas velhas.

O time da casa não tomou conhecimento dos visitantes, enfiou um 2 a 0 goela abaixo do adversário e agora disputará a final contra o nosso Alviverde Imponente. Melhor limpar a bola de cristal na próxima vez, comentaristas do nosso Brasil afora…

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Copa do Brasil e São Paulo Futebol Clube: nada a ver! – 2
Mas essa não foi a única previsão que a imprensa esportiva paulistana errou em relação ao time presidido por J. J. Whisky. Lembram quando “elas” apresentaram o seu pacotão de reforços para a temporada 2012? O elenco tricolor recebeu elogios infindáveis.

“O São Paulo agora tem um dos melhores elencos do Brasil, e tem tudo para ser um dos grandes favoritos nas competições que irá disputar em 2012”, tascaram os palpiteiros tricolores enrustidos de plantão.

Pois o primeiro semestre já acabou para a equipe de Rogério Cênico, que por sinal continua fora de cena, contundido há meses. O retrospecto de seu clube, até agora, é melancólico.

No Paulistão, foram eliminados em partida única da semifinal sem grandes dificuldades pelo decadente Santos de Neymar, com direito a um verdadeiro passeio em pleno estádio Cícero Panetone de Toledo.

Agora, foi a vez do Coritiba não tomar conhecimento de Luis Chiliquenta Fabiano, Jadson Sele-chão, Sideshow Bob (digo, Cortêz), Jonathan Doin (também conhecido como Paulo Miranda) e Dênis, o Traveco, despachando o time do elenco maravilhoso. Ô, dó!

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Copa do Brasil e São Paulo Futebol Clube: nada a ver! – 3
Lógico que deixei o melhor para o final. Após a eliminação na última quarta-feira, o treinador Leão Tarja Preta mostrava claramente que havia sentido o golpe de mais uma eliminação precoce.

No dia seguinte, o impagável presidente do Tricolixo deu mais uma de suas entrevistas imperdíveis, e soltou um exocet que merece comentários logo a seguir. Aí vai, entre aspas, a declaração da figura:

“O Leão permanece. Tem feito um trabalho razoável, é o suficiente para mantê-lo”.

Lógico que não fugirei à tentação da primeira interpretação possível referente a essa declaração: se um trabalho razoável é suficiente para manter um treinador à frente do SPFC (Saco de Pancada Futebol Clube), é sinal de que a ambição ali é diga de time pequeno.

Outra análise é aquela simples de sempre.

Enquanto continuar razoável, Emerson The Lion vai ficando. No que perder uns dois ou três jogos seguidos… Já viu! Caixão, vela preta e cartão vermelho para o treineiro, que dizem por aí ser odiado pelos outros dirigentes do clube mais rosa-choque do futebol mundial.

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O triste destino dos jogadores que tripudiam do Verdão
A lista dos jogadores que tripudiaram de um jeito ou de outro do Alviverde Imponente e acabaram quebrando a cara no decorrer de suas carreiras é digna de um catálogo telefônico.

Dois bons exemplos andaram frequentando as manchetes da imprensa esportiva nos últimos dias.

Lembram do lateral Cicinho, que em 2005 jogava no Tricolixo, fez dois gols contra nós na Libertadores daquele ano e andou sendo denominado o carrasco do Palmeiras por nossos inimigos?

Pois bem. Após recente e bombástica entrevista, na qual admitiu que viu sua carreira despencar ladeira abaixo após mergulhar de cabeça nas bebidas alcoólicas, o cara está de volta ao futebol brasileiro.

Agora, ele vestirá a camisa do Sport Recife. É isso mesmo que você leu! Da Europa para a ex-Ilha de Lost do futebol tupiniquim.

Cicinho terá a oportunidade de ter embates heroicos com um certo Lúcio, que nos idos de 2003 se autodenominava “o quarto melhor lateral-esquerdo do mundo”, ou o Maldini do Sertão. Saiu bravinho do Palmeiras, pois se achava injustiçado por seus torcedores.

Ao ser perguntado sobre a disputa entre Grêmio e Palmeiras pelas semifinais da Copa do Brasil, o jogador, que já vestiu as duas camisas, disse que o Grêmio se sairia melhor, porque a torcida alviverde acabaria atrapalhando seu próprio time.

É, seo Lúcio, para sua tristeza, não só sua previsão não se confirmou, como o senhor terá de ver a final da Copa do Brasil pela TV, entre um jogo e outro com a camisa do glorioso Náutico. Perdeu uma ótima chance para ficar quietinho, heim, cidadão? Vuvuzela nele!

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A banda do Boca Juniors chegou para animar a nossa festa
O cenário parece perfeito para uma vingança histórica. Pela primeira vez, um certo timinho situado na Marginal Sem Número sentirá na boca o gostinho de disputar uma final de Libertadores, sabor que os outros grandes já sabem como é de cor e salteado.

Para felicidade geral de todos aqueles que são adeptos do grito de guerra “vai, curíntia, vai, vai pro meio do Inferno!”, coube ao destino escolher o adversário ideal para mijar em seu chope batizado.

Afinal, algum palmeirense se esquece de 2000 e 2001, quando essa galera saiu na rua usando camisas metade gambá, metade Boca Juniors? Pois chegou a hora de usá-las de novo.

Desacreditado, o time argentino foi chegando, chegando, chegando, e agora está de novo em uma final. E do jeito que eles gostam. Jogam a primeira em casa, e sem a pressão do resultado, pois eles normalmente jogam melhor fora de casa.

Tente imaginar a cena: Pacaembu lotado, jogo encardido e de repente, Riquelme lança Santiago Silva. E o El Tanque, que saiu humilhado do Parque Sem Jorge há dez anos, acerta a bola de canela, cocuruto, costas etc e faz o gol do título.

Imaginou? Só digo o seguinte: nesse dia, não sairei de casa nem a pau. E se isso se confirmar, será um dos castigos mais merecidos da história do futebol. Tomara que se torne realidade.

Mas André Sanche, o adorável comedor de esses, e sua turma global acreditam que já ganharam. Continuem acreditando…

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc