A Vida dos Outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Amigo de J.J. Whisky demonstra lealdade ao clube de coração
Desde que os interesses comerciais superam de vez o lado futebolístico na CBF, lá pelos idos dos anos 1980, ficou difícil torcer para a seleção brasileira, que o filósofo da linha Didi Mocó Raul Bianchi prefere chamar de Selenike, não à toa.

Basta analisar, por exemplo, as atitudes do novo presidente da tal federação, Zé das Medalhas, digo, José Maria Matusalém, ou melhor, José Maria Marin, que viu o cargo cair no seu colo após a fuga, digo, renúncia do glorioso Ricardo Teixeira.

Antes desafeto do antigo mandatário, agora J.J. Whisky vive fase de alegria ilimitada pelo fato de ser amiguinho íntimo de Zé das Medalhas. Atualmente, ele não pede, manda.

O estádio Cícero Panetone de Toledo, que havia ido para a Sibéria futebolística em termos de compromissos oficiais do selecionado brasileiro, voltará a abrigar jogos do catado, digo, time dirigido por Mano do André Sanche. A estreia da nova fase será o amistoso contra o Chile.

De quebra, Marin Nheiro ainda fará com que os atletas da seleça brazuca treinem no CT do clube rosa choque em Cotia. Nada como ter os amigos certos nos lugares certos, não é, whisky guy?

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Desculpa de perdedor e arrogância de futuro derrotado?-1
O duelo entre curíntia e peixe frito nas semifinais da Libertadores 2012 é considerado o “jogo do século” pela crítica não muito especializada. Como diria Dylan (e se não disse, deveria ter tido, como rezava Odorico Paraguaçú), cada século tem o jogo do século que merece.

Após a primeira partida do duelo de tantãs, digo, de titãs do ie iê, sobram farpas de lado a lado. Os defensores do clube outrora dirigido por André Sanche, o adorável comedor de esses, reclamam da justíssima expulsão de Emerson Sheik, que desfalcará sua equipe no jogo decisivo da próxima quarta-feira (20).

Como condenar o árbitro por dar dois justos cartões amarelos para o folgado atacante gambá, autor do gol da vitória de sua agremiação? Quem mandou o jogador querer dar uma de espertinho? Ele tomou o castigo que merecia. Ponto.

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Desculpa de perdedor e arrogância de futuro derrotado-2
De quebra, o time da Marginal Sem Noção, epa, Sem Número, esbanja a arrogância de quem pensa já ter levado a disputa, quando todos sabem que jogar no Pacaembu não é garantia de nada para o time treinado por Titebilidade. O River Plate que o diga…

Mas o normalmente sensato presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, preferiu colocar a conta da derrota em casa de seu time nas costas das convocações de Neymar e Rafael para a Selenike.

LAOR não deixa de ter certa razão, mas o fato é que seus atletas não jogaram rigorosamente nada, inclusive os que sequer passam perto da porta das seleções da vida.

Lógico que o “malaco” do André Sanche não iria deixar de lado a oportunidade de zoar com o adversário, e soltou a seguinte pérola: “Ele já fala como um derrotado. Ele queria que convocasse o Arouca. Então, deve ser o chefe do complô”.

Bela declaração para quem hoje é o diretor de seleções da CBF, cargo que deveria exigir total isenção por parte de quem o exerce, não é mesmo, adorável comedor de esses?

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Desculpa de perdedor e arrogância de futuro derrotado-3
Na verdade, o que os dirigentes de Santos e Curíntia deixam claro é que já estão pensando no futuro. Para ser mais preciso, o período logo após a decisão da vaga para a final da Liberta.

Se perder, como infelizmente tudo leva a crer que irá, o presidente do Santos já arrumou uma bela desculpa, acusando a CBF de estar “matando a galinha dos ovos de ouro” ao convocar Neymar.

Algo ridículo, se levarmos em conta a quantidade astronômica de compromissos alheios à bola que o jogador santista tem cumprido nos últimos meses, fato que contribuiu muito mais para o seu cansaço do que as partidas de futebol em si.

Por sua vez, Derrotite e sua gangue podem alegar que a expulsão de Sheik de Agadir foi arranjada para prejudicar a sua equipe, e que a pressão do presidente santista os prejudicou no jogo do apito. E se o juiz não errar? A culpa irá para as costas dele, de qualquer jeito.

Tanto faz. Quem chegar na final certamente irá encarar uma encrenca daquelas, pois o Boca Júnior está mais uma vez chegando lá. E seria muito engraçado ver o Ultimão virando vice e perdendo o título tomando gols de Santiago El Tanque Silva, seu ex-atleta, dispensado por seus dirigente praticamente na base dos pontapés nos fundilhos…

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Vote Muller para novo integrante da Turma do Didi!
Depois de ter chorado as pitangas na mídia por estar desempregado, há alguns anos, o ex-jogador Muller ganhou como prêmio voltar a ser comentarista esportivo, desta vez no canal a cabo SporTV.

Bom para ele, ruim para os telespectadores, que passaram a ter de encarar pérolas dolorosas do sujeito durante as transmissões. No entanto, parece que o Craque Muller está provando seu real talento aos desafetos. O dom de um humorista inspirado.

Na partida entre Tricolixo e Coxa, nosso herói mandou umas no ângulo. Vamos a elas, com o devido comentário infame de A Vida dos Outros:

“Mesmo com um jogador a mais, o Coritiba está melhor na partida”. (de fato, seo Muller, dependendo de quem é esse jogador a mais, realmente dá para se estranhar um clube jogar melhor com essa vantagem numérica!)

“A única jogada de perigo do São Paulo foi duas”. (é, meu caro ex-jogador, a única jogada de perigo do SP foi…deu!)

“O legal do Lucas é que ele foi ao banco de sangue e doou do próprio sangue”. (O que está errado nessa frase? Como frequentemente não joga nada, Marcelucas poderia perfeitamente ter doado um pouco do sangue que suga dos próprios colegas de clube durante as partidas, tal qual um vampiro da bola).

E vamos começar urgente um abaixo assinado para que Craque Muller seja escalado em um dos inúmeros programas humorísticos existentes no mercado.

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos frequentadores de Mondo Verde! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio etc