A vida dos outros

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Furacão Adilson ameaça detonar mais um clube paulista
Essa foi uma semana agitada no sempre agitado mundo dos treinadores de futebol. Curiosamente, dois dos que pareciam “marcados para cair” ainda estão empregados.

Graças a um pênalti mandrake contra o Grêmio, Tite continua comandando o time presidido por André Sanche, o adorável comedor de esses e amigão do Goleiro Verde (e do Mumú, pelo que dizem).

Por sua vez, mais uma derrota em casa, desta vez contra o irregular Fluminense, não serviu para fazer com que Adilson Batista seja obrigado a comprar o Estadão e a Folha de S.Paulo do próximo domingo para dar uma fuçada nos cadernos de empregos.

Mas o ex-zagueiro do Grêmio não me parece uma aposta muito forte para ir até o fim do Brasileirão comandando os J. J. Whisky Pink Boys.

Ele merece até um novo apelido: Furacão Adilson, pois já detonou dois times grandes do futebol paulista em pouco tempo (curíntia e peixe frito), e pelo visto detonará o terceiro (tricolixo). O futuro nos dirá, ou quem sabe Herculano Quintanilha…

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Renato Gaúcho pede o boné  e se manda do Furachão paranaense
Acho que o Pai Edu logo será procurado pelos dirigentes do Atlético Paranaense. Ao contrário dos outros clubes, eles até estão tentando manter seus treinadores, mas esses se mandam em pouco tempo.

P.C. Parmegiani, por exemplo, pediu as contas de lá para assumir o time do Jardim Leonor. Recentemente, Adilson Batista também teve passagem relâmpago pelo clube, deixando sua vaga para Renato Gaúcho, recém-demitido do Grêmio.

Pois não é que Renato Portaluppi resolveu se mandar de Curitiba? Alegando razões pessoais, o treineiro deixou a capital paranaense com um retrospecto de 4 vitórias, 5 empates e 5 derrotas.

O mais engraçado fica por conta de quem pode ser o seu substituto: P.C. Parmegiani, o mesmo que largou o bonde paranaense andando para faturar a grana preta que Juvenal Velhêncio lhe ofereceu na época, e que atualmente se encontra “entre empregos”, após ser convidado a se mandar do clube paulistano.

Se isso se confirmar, haja baixa autoestima, heim, Fura-chão?

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Mister Prancheta samba no Cruzeiro e diz que não entendeu nada
Joel Santana, folclórico (e competente) treinador carioca, mais conhecido pelo apelido Prancheta, entrou na estatística dos treineiros “defenestrados” na noite desta quinta (1º).

Em entrevista à imprensa nesta sexta (2), o veterano afirma que não entendeu o porque de sua demissão do Cruzeiro, e que ficou até sem dormir ao receber a notícia por parte dos dirigentes mineiros.

Tio Prancheta, acho que nesses anos todos o senhor certamente aprendeu muita coisa sobre a tal da “cultura” do futebol brasileiro. E ela diz o seguinte: técnico que perde muito leva um pontapé nos fundilhos, sem dó nem piedade, mesmo sem merecer.

E digamos que apanhar de 4 a 2 do insignificante Figueirense em casa não é exatamente um resultado de que alguém possa se orgulhar.

Durante sua curta passagem pelo atual campeão mineiro, ele obteve no Brasileirão 8 vitórias e 7 derrotas.

Ou seja, até que o Prancheta não vinha tão mal assim. Mas qual dirigente resiste à tentação de mandar bala no mordomo, digo, treinador, jogando nele toda a culpa por um mau planejamento? Dessa forma, bye, bye, Prancha (old) Boy!

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E sobrou mais um nabo na horta do glorioso René Simões
Primeiro, você monta um elenco repleto das chamadas cobras criadas da bola, aquele tipo de atleta que até joga bem, mas que traz mais problemas do que soluções para os times nos quais joga, especialmente se já estiver com uma certa rodagem.

Depois, jogue a bomba de efeito retardado no colo de alguma vítima, digo, profissional, e exija que ele tire leite de pedra seca bem rapidinho. Lógico que não iria prestar.

Essa pode ser a descrição realista de porquê René Simões sambou no Bahia, após comandar o clube entre maio e setembro deste 2011.

Vai lá encarar Ricardinho Trezentinho, Carlos Alberto Trancinhas, Jadson Narigão, Lulinha Malinha, Souza Rei dos Gols Perdidos e outras encrencas do gênero para ver o que é bom pra tosse!

Simões até que tentou, mas no Brasileirão 2011, o máximo que conseguiu até sua demissão nesta sexta (2) foram 4 vitórias, 9 empates e 7 derrotas.

Um conselho: que tal contratar para substituir Grouxo Marx Simões um profissional de outra área, como o ilusionismo? Tipo um mágico? Aí, quem sabe!

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Torcida do Náutico é impedida de ver vitória no Serra Dourada
Até pensei em finalizar essa edição de A Vida dos Outros com mais uma referente aos técnicos, mas não pude resistir ao ficar sabendo dessa notícia no SporTV, na noite desta sexta-feira (2).

O Náutico vencia pela Série B do Brasileirão o Goiás por 2 a 0 na casa do adversário, o estádio Serra Dourada, até que, aos 35 minutos da etapa final, os torcedores que vibravam com a virtual vitória de sua equipe foram convidados a se retirar do local.

O policiamento local alegou que precisava fazer isso para poder garantir a segurança da torcida do clube pernambucano. Mesmo protestando, os fãs da equipe de Recife tiveram de se mandar.

Dá para encarar uma dessas? É esse país que irá organizar uma Copa do Mundo em 2014! Será que irão tocar os argentinos caso o Brasil esteja perdendo deles, por exemplo? Meu Deus…

Menos mal que, no fim das contas, o Náutico acabou confirmando seu triunfo, e seus torcedores escaparam de ver o gol de honra (honra?) do Goiás, feito pelo indefectível Iarley (aquele), já nos descontos.

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos freqüentadores de Mondo Palmeiras! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio, etc…