A vida dos outros

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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E não  é que cravaram a estaca do peito do tal de Jason?
Há algum tempo, a torcida de um certo clube brasileiro sediado no Jardim Leonor deu a si próprio o apelido de Jason, com a justificativa de que, quando todos esperavam que houvesse ido dessa para a melhor, ressurgia ainda mais forte.

Pois bem. Pelo visto, cravaram uma estaca daquelas bem compridas no peito desse tal de J. J. Jason.

Só para relembrar: em 2009, as moças não ganharam nada. Em 2010, repetiram a dose e, de quebra, não conseguiram vaga para a Libertadores 2011, quebrando uma longa seqüência.

Agora, a saga dos vexames se prolonga de forma hilária. Como diria o poeta, “e lá se vão os meus anéis, todos em vão”. Lá se foi o primeiro semestre para as moças. Ô, dó…

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Peixe envenenado e afogado pelas ondas do Avaí
Primeiro, o tal de “campeão da fase de classificação do Paulistão” tomou um baile do Peixe Frito nas semifinais do torneio, ficando, dessa forma, de Ney mar a Ney pior.

Agora, para entrar com tudo na sexta-feira 13, os comandados de PC Professor Pardal Parmegianni tomaram uma chapuletada daquelas clássicas do, pasme, Avaí de Guga Kuerten.

A eliminação teve requintes de crueldade. Primeiro, a piada pronta: o Tricolixo perdeu de virada. José Simão, que por sinal torce para tal clube, deve ter “adorado”!

Além disso, conseguiu tomar gol do inacreditável William Batoré, atacante que, ao sair do Santos há alguns anos, arrancou lágrimas de alegria por parte da torcida do clube praiano.

Para finalizar o enterro, a partida ocorreu no estádio da Ressacada, nome mais do que apropriado para quem terá  de encarar uma ressaca daquelas, após mais um vexame na Copa do Brasil. E o semestre foi pro saco.

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Em defesa do genial e brilhante PC Professor Pardal Parmegianni
Embora ainda não tivesse sido oficialmente demitido até o fechamento desta coluna (na madrugada deste sabadão sertanejo), o treinador PC Professor Pardal Parmegianni certamente irá pagar o pato por mais essa eliminação patética dos leonores.

Então, A Vida dos Outros não tem outra opção a não ser defender a sua permanência, sete meses após seu retorno às hostes tricolixistas.

Nessas semanas todas, cansei de ouvir de setores da imprensa que o treineiro estava fazendo um ótimo trabalho, que o elenco comandado por ele era um dos melhores do Brasil, que isso, que aquilo…

E agora, turminha? Carpa conseguiu o que ele habitualmente obtém em sua carreira, ou seja, nada, como comprova seu currículo praticamente sem conquistas em 30 anos de atividade.

O Mundial Interclubes e a Libertadores de 1981, com o Flamengo, caíram em seu colo com a morte de Cláudio Coutinho, o verdadeiro criador daquela equipe. De resto, é chumbo em cima de chumbo. Fica, Professor Pardal!

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Uma sugestão desta coluna aos nossos adoráveis adversários
As diretorias dos clubes presididos respectivamente por J. J. Whisky e por André Sanche, o adorável comedor de esses e amigão do Goleiro Verde, possuem uma grande oportunidade de ganhar uns trocados.

Poderiam marcar a estréia de seus artilheiros bichados em partida entre eles, provavelmente no segundo turno do Brasileirão, ou um inamistoso, ou coisa que o valha.

Afinal de contas, se o retorno de Adriano Cachaça aos gramados está prevista para ocorrer lá pelo fim do ano, se tanto, a de Luis Pipoqueiro está sendo mais adiada do que data de casamento. Meu Deus!

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Enquanto isso, lá na chamada Cidade Maravilhosa…
Dizem que praga de palmeirense pega mais do que gripe e conjuntivite em Sampa City. Pois o ex-jogador em atividade Ronaldinho Carioca deve ter percebido isso nesta quarta (11).

Em façanha inacreditável, a equipe na qual esse cidadão joga, o Flajuto, conseguiu ser eliminada pelo Ceará, tomando de quebra dois gols de Washington Dumbo, ex-Verdão.

O meia (boca?) fez tanta onda com Palmeiras e Grêmio para, agora, começar a ser vaiado pela torcida rubro-negra. Isso, mesmo tendo ganho o campeonato carioca, por sinal um consolo bem sem graça.

Pior ainda ficou o nosso sempre controvertido Wanderley (ou Van Der Ley, ou Wan Der Sar, ou Wan Pi Rado, ou sei lá!) Luxemburgo, que novamente perde uma classificação fácil em torneio importante de forma patética…

Que fase, heim, Tio Luxa? O mais legal foi ouvir a entrevista pós-vexame, na qual o treineiro elogiou e muito o seu time. Haja cara de pau!

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos freqüentadores de Mondo Palmeiras! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio, etc…