A vida dos outros

Por Fabian Chacur

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Liberta as dores, galera adversária! Quarteto dá vexame total!
Quando eu insisto aqui em A Vida dos Outros, quase que de forma quixotesca, em tentar provar que desgraças não acontecem só no Palestra Itália, ainda tem quem não acredite. Pois a última “quarta-feira de cinzas” do futebol brazuca provou que estou certo.

Por falta de um, sambaram logo quatro clubes brasileiros no mesmo dia, e ainda na fase de oitavas de final.

Só sobrou na competição o Peixe Frito de Muricy Sem Dentes, e ainda assim, na bacia das almas, naquela base do 1 a 0 em casa e 0 a 0 fora. Seja como for, esses ainda sonham com a taça.

Quanto a Cruzeiro, Fluminense, Internacional e Grêmio, agora só lhes resta chorar as pitangas e tentar encontrar culpados, que habitualmente costumam ser os treineiros. Mas vamos analisar a débâcle do futebol tupiniquim em itens.

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Cuca Faixa provou de novo: Once Caldas, Always Caldas!
É impressionante a zica que alguns treinadores tem com determinados clubes que enfrentam.

Em 2004, badaladíssimo no Clube do Jardim Leonor, Cuca Faixa caiu nas semifinais da Libertadores frente ao então desconhecido Once Caldas, da Colômbia. O vexame não demorou a lhe custar o emprego, embora os colombianos tenham vencido o torneio.

Pois bem. Sete anos depois, o fracasso se repete. De um lado, Cuca treinando o Cruzeiro, a sensação da fase de grupos do campeonato, o único invicto, e que de quebra tinha ganho dos conterrâneos de Rincón lá no temível campo deles.

Pois não é que o cidadão conseguiu apanhar desse clube de novo, desta vez em Sete Lagoas e com o estádio lotado de smurfs?

Para piorar, ele não só perdeu a partida (e provavelmente, mais cedo ou mais tarde, o emprego – estou escrevendo na quinta-feira – 5) como a cabeça, dando uma ridícula e violenta cotovelada no jogador adversário Rentería. Meu Deus!

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Gre-nal decisivo, só  mesmo no Campeonato Gaúcho, e olhe lá!
Se tivessem vencido os seus adversários, Grêmio e Internacional disputariam nas quartas de final da Liberta um clássico que tinha tudo para entrar na história do futebol nacional.

Seria, obviamente guardadas as devidas proporções, algo comparável aos Gambás x Palmeiras nas Libertadores 1999 e 2000.

Não era pra ser. No tricolor de Porto Alegre, Renato Gaúcho apanhou as duas da Universidad Católica, do Chile, saindo da competição com cara de bolacha Maria.

De volta à profissão de treinador, Paulo Roberto Falcão foi ainda pior. Ele arrancou um empate por 1 a 1 no jogo de ido contra o Peñarol, em Montevidéu. Virou ganhando a partida em casa. No mínimo, achou que a fatura estava definida.

Pois bem. Em cinco minutinhos “from hell”, seu time tomou a virada e não conseguiu “desvirar” a coisa.

Agora, o Gre-Nal será apenas para decidir o culionésimo-nono campeonato gaúcho. Que emoção, heim?

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Guerrerô, Guerrerô, Guerrerô, cadê o time de Guerrero, Flu-flu?
Nos últimos anos, o Fluminense tem se caracterizado como o time das viradas impossíveis, das classificações improváveis, das fugas do rebaixamento totalmente fora das previsões. Não mais…

Eles mandaram o Muricy Sem Dentes embora, que lhes deu um título brasileiro após 26 anos, e achavam que com um interino mane levariam a taça mais importante das Américas. Ô, pretensão!

No primeiro jogo contra o Libertad paraguaio, em casa, ainda conseguiram arrancar da cartola uma vitória no finalzinho por 3 a 1, que teoricamente lhes dava uma vantagem bacana.

No entanto, aos 40 minutos, quando perdiam por 1 a 0, placar que lhes daria a classificação, os cariocas tomaram o 2 a 0. Como desgraça pouca é bobagem, o terceiro veio no finalzinho.

Resultado: quando Abel Braga chegar, certamente pegará um time em frangalhos, sério candidato ao rebaixamento ou coisa do gênero. Ouço alguém aí do outro lado da tela chorando? Acho que não…

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O que vem primeiro: Adriano, Luiz Fabiano ou o Gambazão?
Já que o brasileiro adora apostar, fica aqui uma boa sugestão para um bolão que tem tudo para ser bem popular.

O que ocorrerá primeiro: a estreia de Adriano Cachaça no Ultimão, a estreia de Luis Pipoqueiro no Tricolixo Cor de Rosa ou o início das obras do estádio Gambazão?

O dirigente de marketing do clube presidido por André Sanche, o adorável comedor de esses, já admitiu que as famosas obras, já adiadas por diversas vezes,agora passaram para junho.

Pior: os dirigentes alvinegros indicam o Panetone como alternativa para a gloriosa Copa das Confederações, em 2013. Dá para encarar?

Façam a sua fezinha, e aguardem…

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos freqüentadores de Mondo Palmeiras! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio, etc…