A vida dos outros

Considerações e ironias referentes aos outros clubes que, para infelicidade deles, nunca conseguirão sequer chegar perto da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Deu pane geral no campeão da organização-1
Nada como tripudiar de um adversário detestável. Demorou, até, mas o time do Jardim Leonor finalmente caiu na real, nivelando-se ao que há de pior no futebol brasileiro em termos de organização. Eles, que eram dados como exemplo no setor, agora caem de podres.

Cada nova atitude de J. J. Whisky e seus diretores aloprados reflete essa fase lamentável que, tomara, dure muito. Em 2009, elas não ganharam nada, e pelo andar da carruagem, o cenário se repetirá neste 2010 árido para quem torce por essa agremiação.

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Deu pane geral no campeão da organização-2
Um bom exemplo dessa baderna é  como foi tratada a recente troca de treinador. Ao invés de só demitir Ricardo Gomes quando tivessem alguém mais ou menos acertado, preferiram se livrar dele antes e colocar um foca do tipo Sérgio Baresi, naquelas de “se der certo, a gente vai mantendo, se não der, pé nos fundilhos”.

Coisa que qualquer time de Série D do Brasileirão faria. Deu no que deu. Quando você estiver lendo esta coluna, bobeou Baresi já fará parte do passado, com o interino do interino assumindo seu posto.

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Deu pane geral no campeão da organização-3
No setor elenco, então, a coisa pegou fogo. Dagoberto foi afastado pelo “interino efetivo”. Como a torcida pressionou Baresi (algo que até há pouco era impensável lá pelos lados leonores), ele arregou e trouxe o atacante de volta, colocando o tão celebrado Fernandão no banco.

Cleber Santana peitou os torcedores e ganhou como prêmio o afastamento. E por aí vai. Dos atletas contratados para esta temporada, praticamente todos fracassaram, e vários já se foram. Temos um candidato ao rebaixamento surgindo no horizonte?

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Efeito Leão Tarja Preta dura cada vez menos
Com o time numa draga que dava medo, os dirigentes do Goiás resolveram apelar para a solução Leão Tarja Preta. Só que, pelo visto, nem mesmo aquele efeito positivo inicial que o treineiro conseguia com as equipes que comandou rola mais. No Brasileirão, ele completou nove partidas “invictas”, com sete derrotas e dois empates.

Sua desculpa: “quando o Goiás faz até sacrifício e contrata um técnico mais rodado, de peso, esperam que ele faça gols de bicicleta, mas não é assim”. O próximo jogo dos goianos: Santos, na Vila Belmiro. Ao invés de mandar o técnico embora no vestiário, fizeram isso ontem mesmo…

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Pelo visto, o raio não cairá no mesmo lugar duas vezes…
Já havia cantado essa bola por aqui. Como o Internacional apostou no desacreditado Celso Roth e se deu bem, o megarival Grêmio resolveu tentar o mesmo, colocando todas as suas fichas no discutível Renato Gaúcho para substituir Silas Atleta de Cristo.

Por enquanto, o treineiro linguarudo só conseguiu mesmo enfiar o tricolor do Rio Grande do Sul no G 4 do Mal, em uma assustadora 16ª posição. Ainda há tempo para a situação ser revertida, mas se jeito regula, o velho ditado de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar irá ser confirmado. Ô, dó!

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Semana que vem tem mais, se Deus quiser! Agradeço aos patéticos adversários, sempre me fornecendo boa munição, e aos freqüentadores de Mondo Palmeiras! E nunca se esqueçam: o bom-humor ajuda a evitar ataques cardíacos, derrames, tentativas de suicídio, etc…

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