A primeira Libertadores a gente nunca esquece!

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16 de junho de 1999. Partida final da Libertadores daquele ano. No primeiro jogo, perdemos por um a zero para o Deportivo Cali, da Colômbia. Precisávamos de uma vitória com dois gols de diferença para levar a taça, ou uma pelo placar mínimo, como forma de levar a decisão para a disputa via penalidades máximas. Nunca vou esquecer desse jogo. Não só pelo resultado final, mas, principalmente, pelo sofrimento que tivemos que superar para chegar ao final feliz.

A primeira etapa equivaleu a um jogo de paciência, com o Verdão de Luiz Felipe Scolari indo pra cima, e a equipe colombiana fechadinha na defesa, sem dar brechas para nada. Jogo truncado, difícil, lazarento, como diria Flávio Canuto. No intervalo, a tensão era evidente. Mas a esperança era enorme, e se mostrou recompensada ainda na parte inicial da etapa derradeira, quando Evair converteu com maestria um pênalti justamente marcado a nosso favor. Pena que não deu tempo nem de comemorar direito.

O afobado zagueiro Júnior Baiano resolveu botar mais pimenta naquele caldeirão, e fez um pênalti desnecessário, convertido pelo craque dos caras, Zapata. Novo empate. Ninguém merece! Aí, tome Zinho, Paulo Nunes e companhia bela pressionando, pressionando. E nada. Até que Júnior, esse lateral voluntarioso que nunca fugia do pau, avançou na raça com a bola pela esquerda de nosso ataque e cruzou rasteiro na área. Oseas, com seu oportunismo salvador, completou com precisão. Dois a um, enfim!

Com menos de 15 minutos para o final, o terceiro gol parecia inevitável, não fosse o ataque verde parado pela violenta defesa colombiana, e pela conivência do árbitro, o qual prefiro não citar o nome. Apito final, 2 a 1, pênaltis.

Para piorar, Evair havia sido expulso, e não estaria entre os cobradores. E o Zinho me perde o primeiro, só para deixar nossos corações próximos da parada final. Mas em nosso gol estava a estrela de São Marcos do Palestra Itália. E, com duas cobranças desperdiçadas pelos adversários, a última exatamente pelo Zapata que havia feito o gol deles durante os 90 minutos (suprema ironia), pudemos enfim soltar o grito: campeão da Libertadores!