A mídia quer que você acredite no inacreditável. Pelas razões dela…

O Brasil é reconhecidamente um país corrupto. Infelizmente. É a realidade. Indecência, imoralidade, desonestidade parecem fazer parte do nosso dia a dia. Se não estão em você diretamente acabam partindo de alguém próximo, seja no trabalho, na vizinhança, enfim.

A corrupção está arraigada, entranhada em praticamente todos os segmentos possíveis. Seja na polícia, no hospital, na igreja, na escola, no bar, na empresa, na prefeitura e por aí vai. Isto posto, trago-lhes um dado interessante – e nada secreto: nos últimos 30 anos, a Confederação Brasileira de Futebol foi gerida por homens que, comprovadamente, se envolveram com esquemas de corrupção.

Sendo assim, se praticamente todo o País está afundado, atolado em falcatruas, pilantragens, maracutaias, tramóias e afins – inclusive no órgão máximo do futebol nacional -, o que me faz pensar que o esporte bretão estaria isento de qualquer ato dessa (baixa) categoria?

Um questionamento se faz imprescindível, diante disso:

Você, caro torcedor, confia cegamente na honestidade praticada (ou que deveria ser) no futebol brasileiro?

Pense!

Independente do seu parecer, alguém garante que o veredicto precisa ser positivo: a imprensa esportiva. Isso tem explicação.

E para compreender tal posicionamento nem precisa raciocinar com afinco. Vamos lá: a quem não interessaria que a podridão do submundo desportivo viesse à tona? Quem perderia se o fã do futebol percebesse que tudo não passa de um jogo de cartas marcadas, onde há, sim, direcionamentos e tendências que poderiam favorecer A ou B, F ou C, fatalmente prejudicando o resto do alfabeto? Quem? Quem?

A mídia esportiva veria seu principal produto cair em descrédito (mais ainda) e, com isso, a audiência despencar, os anunciantes rarearem, o interesse do público inexistir, dentre outros fatores.

Digamos que a corrupção no futebol seria como o famoso Lombardi nos programas do Silvio Santos: todo mundo sabia que estava sempre lá, mas ninguém podia enxergá-lo ou provar sua existência.

Pena que o velho Lombardi se foi, já a maracutaia no esporte…

Eles perdem!

Em resumo, não é interessante aos veículos de comunicação que o futebol seja ligado à desonestidade, que os árbitros sejam vinculados à ilicitude, que resultados sejam questionados. A idoneidade da bola na rede precisa ser colocada como acima de qualquer suspeita, assim como a pureza de uma criança.

Ou ninguém acha estranho que os profissionais da imprensa sempre apareçam de prontidão para defender com unhas e dentes – como heróis da ética e dos bons costumes – o esporte favorito do brasileiro, buscando todo tipo de argumento para rechaçar qualquer mínima probabilidade de armação?

Normalmente desdenham com sarcasmos pontuais e ironias baratas as reclamações alheias, tratando-as como “chororô”, “mimimi”, “teoria da conspiração” e por aí segue…

É com você!

Então, torcedor, muito cuidado ao dar ibope às mesas redondas e seus argumentos quadrados que, na maioria das vezes, são orquestrados para lhe confundir ou proporcionar a quem está do outro lado um falso convencimento de que o certo é errado dependendo de quem está envolvido. Até as regras podem ser mudadas para justificar o injustificável.

Nada é por acaso no reino encantado do futebol e seus “mocinhos” midiáticos. A corrupção tem tentáculos longevos. E quem está falando para vocês é um jornalista, que participa do meio…

Abraço a todos!