A máquina de gols verde de 1996

Em tempos de Alceus, Mumús e Papayas, e nova luta para fugir do rebaixamento, muita gente se esqueceu que neste ano de 2006, estão se completando 10 anos da máquina de fazer gols, montada pelo Palmeiras em 1996. Foi a melhor campanha na história do Paulistão em todos os tempos, superando até os temidos Santos de Pelé e a Academia de Ademir da Guia. Com uma campanha de 30 jogos, 27 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota(o jogo da manicure contra o Guarani em Campinas), 19 gols sofridos e espantosos 102 gols marcados, o Palmeiras arrebentou naquele ano, triturando tudo e todos que tiveram o azar de ficar frente a frente com esta verdadeira máquina mortífera, montada por Luxemburgo e pela parceria Palmeiras-Parmalat.

Era um time rápido, que aterrorizava a todos, com uma artilharia mortal formada por Rivaldo, Djalminha, Muller, e Luisão, um meio campo pegador, com Amaral e Galeano, alas de altíssima qualidade como Cafu e Junior, uma defesa segura com Cleber e Sandro, além de Velloso, segurando tudo lá atrás. O time começou o campeonato metendo 6×1 na Ferroviária e 7×1 no Novorizontino na seqüência, acostumando muito mal a torcida verde, que quando o time ganhava “apenas” de 3×0 ou menos, vaiava os jogadores como se fosse uma derrota. O Paulistão de 96 foi de pontos corridos, e ganhamos o titulo matematicamente em 2 de junho de 96, no Palestra Itália abarrotado por mais de 27 mil torcedores que foram ver outro show daquele timaço.

O jogo foi contra o Santos, e metemos 2×0 neles, com gols de Luisão e Cleber. Naquele ano ganhamos fácil do São Paulo por 2×0 e 3×2, do Corinthians por 3×1 e empate de 2×2, do Santos por 6×0 e 2×0, e um inacreditável 8×0 no Botafogo de Ribeirão Preto. Pois é, voltando a nossa realidade atual de 2006, esses tempos parecem agora tão distantes devido a anos de má administração e times medíocres, mas a esperança é verde. Então, que dias melhores venham para o Palmeiras!