A eterna novela Paulo Cesar de Oliveira x Palmeiras continua

O Brasil é a pátria das novelas. Não só aquelas exibidas nas TVs, mas as que envolvem celebridades na vida real, por exemplo. Algumas acabam, mas outras parecem fadadas a durar até o fim dos tempos. O “duelo” entre o árbitro Paulo Cesar de Oliveira e a Sociedade Esportiva Palmeiras se encaixa feito luva neste último caso.

Tudo começou em um já distante 9 de abril de 1997, quando PC apitou Palmeiras 2×1 Rio Branco pelo Paulistão daquele ano. A expulsão de Djalminha, Velloso e Sandro durante a partida dava provas de que a relação entre o clube de Palestra Itália e o senhor juiz não seria das melhores. Dito e feito.

Nos 15 anos que se passaram desde então, foram 29 partidas envolvendo PCO e o Verdão. O retrospecto: 9 vitórias, 13 empates e 7 derrotas. Até aí, números que não provam nada em uma primeira análise. O problema fica por conta da constante ocorrência de atitudes desse juiz contrárias ao nosso clube. Maioria absoluta.

Não vou relatar tudo aqui, mas vale lembrar a absurda expulsão de Marcos no dia 5 de fevereiro de 2008, quando o Palmeiras, apesar de bastante prejudicado, conseguiu vencer por 5 a 2 o Bragantino. Ou a semifinal do Paulistão 2011 contra o Corinthians, com direito a expulsões de Danilo e Felipão.

Pois a CBF, pelo visto, gosta de alimentar polêmicas desnecessárias. Adivinhe quem está escalado para apitar São Paulo x Palmeiras no próximo sábado (6) no estádio do Morumbi? Pois é, ele mesmo, incluído de forma absurda no tal “sorteio” realizado pela entidade que comanda o futebol brasileiro.

Ninguém seria leviano de afirmar que Paulo Cesar de Oliveira entra em campo disposto a prejudicar o Palmeiras. Afinal, não há como provar isso. Mas contra fatos, não há argumentos: na maioria das partidas envolvendo o nosso Alviverde Imponente em que esse profissional do apito atuou, a confusão reinou, e sempre sobrou para nós, com eliminações de torneios e derrotas evitáveis como consequência.

Será que só existe esse cidadão para apitar partidas do Verdão? Seria ele um setorista? Qual seria a razão pela qual a CBF sempre inclui esse fulano para atuar em partidas do Alviverde Imponente? Só tem ele disponível?

E vai aí mais um dado para complicar a vida do PCO: ele apitou cinco clássicos entre Palmeiras e o clube presidido por J.J. Whisky. Sabe quantos deles foram vencidos por nós? Acertou: nenhum. Em um desses jogos, realizado em 2008, ocorreu o célebre e escandaloso gol de mão de Adriano.

Que a direção alviverde tome uma atitude digna de quem dirige um clube grande. Saber que PCO será o juiz do jogo de sábado já deixa as coisas sob suspeição. O sujeito já entra pressionado, e sempre que isso ocorre, quem costuma sambar somos nós. Vale a pena correr esse risco, Dona CBF? E haja saco para encarar essa novela que não acaba nunca e na qual nossa amada Sociedade Esportiva Palmeiras só leva cacetada!