A esperança irá vencer o medo, mas é pouco

Ufa! Após a boa vitória contra o inexpressivo Fortaleza (êta, nome irônico!) por três tentos a zero, e também graças ao empate no sensacional clássico dos desesperados entre Fluminense e Ponte Preta (zero a zero, óbvio), o fantasma do rebaixamento começa a ficar mais distante. No momento, estamos em décimo quinto lugar, após 34 rodadas. São 40 pontos ganhos, com 11 vitórias, 7 empates e absurdas 16 derrotas, com 52 gols a favor e ridículos 61 contra, e saldo de gols negativo de menos nove (para ficarmos vermelhos de vergonha). Com isso, colocamos três pontos na frente do Fluminense, o décimo sexto, que de quebra tem duas vitórias a menos do que nós, ou seja, mesmo que ganhem uma e a gente perca outra (toc, toc, toc!), ainda assim ficaremos na frente deles. Quanto à Ponte, ficaram cinco pontos distantes de nós. A quatro rodadas do final, e com a disposição que os dois times citados mostram para cair para a Segundona, creio que iremos nos salvar antes da última rodada deste “emocionante” Brasileirão.

Agora, as notícias ruins. Um time com a história da Sociedade Esportiva Palmeiras não pode ficar 30 pontos distante do líder do campeonato, o time de Richarlyson, a 13 da zona da Libertadores e a 6 da zona da Sul-americana (ou seja, do décimo terceiro colocado, o Atlético-PR). O time mais próximo de nós é o Juventude, com 42 pontos e ocupando o décimo quarto lugar. A possibilidade de chegarmos a uma posição menos humilhante, tipo décimo lugar, é remota. A tendência é ficarmos ou onde estamos, ou, no máximo, uma ou duas posições acima. Quer saber? Isso precisa acabar! Que 2007 nos traga um novo Palmeiras, mais próximo de suas tradições. E que, nas próximas partidas (Botafogo em casa, Juventude fora, Internacional em casa e Fluminense fora) a gente consiga os pontos de que precisa. Avante, Palestra!